Obstetriz e doula, Jéssica Francine da Luz diz que quando se fala da autonomia da mulher sobre a cesárea tem de se levar em conta o esclarecimento sobre os tipos de parto. "Temos o natural (que não usa farmacológicos), o normal (com uso de algum tipo de analgesia ou indução), o vaginal instrumental (com vácuo extrator ou fórceps) e a via cirúrgica de urgência conhecida como cesárea", explica. "O problema é que as mulheres não optam, elas são induzidas ao parto cesariano pela cultura do medo, pouca assistência pré-natal, falta de orientação e educação da fisiologia do parto e da gestação, pouca informação sobre os riscos e benefícios de cada parto, além do receio da chamada violência obstétrica", diz.
"O que tem que se levar em consideração além do fisiológico é o estado emocional e psicológico da parturiente", finaliza.