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Maísa faz sua primeira antagonista no cinema

FolhaPress
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Primeiro amor, bullying e lições de empatia e amizade. A nova trama adolescente de Cláudia Castro, baseada no livro homônimo "Ela Disse, Ele Disse", de Thalita Rebouças, está em cartaz nos cinemas de Bauru (não indicado para menores de 12 anos). Com elenco de peso, o romance conta as experiências de Léo (Marcus Bessa) e Rosa (Duda Matte) em uma nova escola.

Mas "Ela Disse, Ele Disse" pretende ir além do convencional drama adolescente. Com mulheres em praticamente todos os papeis de destaque, o longa é necessário para os dias de hoje, segundo a escritora e roteirista Thalita Rebouças. "É um filme sobre primeiro amor, adolescência, mas é muito sobre empatia e estamos precisando falar sobre isso esses dias."

Maísa Silva, 17 anos, vive a primeira antagonista de sua carreira. A patricinha Júlia disputa a atenção de Léo com a novata Rosa, e estimula essa competição intimidando a personagem de Duda Matte. A atriz afirma que demorou a compreender uma personagem com uma personalidade tão oposta à sua, mas diz que o desafio de dar voz ao diferente a levou a entender a história de Júlia, que é sobre amadurecimento e aprendizagem.

"No começo eu pensava que não concordaria em nada com o que a Júlia fala. Em tempos em que uso minha voz para falar sobre sororidade, empatia e empoderamento, a Júlia vai contra tudo aquilo que eu prego como Maísa. Ao mesmo tempo, é muito importante separar o meu trabalho dos meus valores pessoais, porque faz parte de ser atriz. É tudo sobre levar a mensagem da empatia e sororidade com uma personagem que não prega isso. Acho que quem assistir com esse olhar, vai ficar incomodado com o que a Júlia faz ou diz contra a Rosa, mas é justamente quando a pulga atrás da orelha começa a surgir".

Para a atriz e apresentadora, o cinema nacional tem muito a oferecer neste gênero de filmes adolescentes: "Cresci com filmes de high school americano, e hoje em dia até eles já estão meio saturados. Acho que, primeiramente, fazer uma versão brasileira é ter a garantia de que não vai ser igual ao deles. Apesar de estarmos falando sobre o ensino médio, fundamental, a nossa maneira de falar sobre isso é muito diferente", acrescentou.

O livro de Thalita Rebouças é de 2010 e o principal desafio de adaptação para as telonas foi a inclusão dos aparelhos digitais e redes sociais. "A essência da história não muda. O que muda é que na época não tinham redes sociais nem vídeo que viralizava, porque não tinha celular direito. Mas foi muito tranquilo fazer essa transição para os dias de hoje".

Para construir um retrato fiel da vida adolescente de hoje, a intensa conexão digital não pode ficar de fora. Com um elenco em que grande parte dos atores está na faixa etária de 14 a 20 anos, a influência da vida em rede marca presença dentro e fora das câmeras.

"A internet está o tempo inteiro com a gente, no trabalho, na vida social. É interessante como o elenco jovem consegue sair do mundo online e vir para o profissional, eles não pecam em nada. Acho até que eles conseguem agir melhor que as pessoas da minha idade em relação a ir para a internet e voltar para o profissional", afirma a diretora, Cláudia Castro.

O elenco principal conta ainda com nomes como Fernanda Gentil, 32, Bianca Andrade, 24, e Matheus Lustosa, 17. Para filmar com o núcleo jovem do longa, foi preciso conciliar as gravações com os horários das aulas.

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