Agudos - A equipe Athena de Robótica, do Sesi Agudos, tem motivos de sobra para comemorar. Além de ter conquistado o bicampeonato da Etapa Nacional da World Robot Olympiad (WRO), realizada em agosto, no Sesi Presidente Epitácio, a Athena carimbou a vaga para disputar, pelo segundo ano consecutivo, a final mundial da WRO 2019 em Györ, na Hungria, nos dias 8 a 10 de novembro.
Liderada pela técnica da equipe Patricia Mattioli e composta pelos jovens alunos Gabriel Henrique Lúcio da Silva, Rebeca Eusébio Bettoni e Wendell Turcinelli Pires, os três com 13 anos, a equipe venceu a Etapa Nacional da WRO com o projeto IBS Plus, Sistema de Ônibus Inteligente (em português).
"O objetivo é que os alunos construam protótipos robóticos para solucionar problemas do mundo real. O objetivo nestas participações vai muito além do robô, pois auxilia os jovens a adquirir habilidades do século XXI, como o desenvolvimento do pensamento criativo e inovador, e ajudando a introduzir o conceito de ciência moderna em atividades educacionais", ressalta Mattioli, que é técnica/analista em informática.
Mattioli acrescenta que para chegar à conquista, na disputa contra outras 70 equipes na categoria Open Junior (Junior High - 13 a 15 anos), o que não faltou foi dedicação, superação e espírito de equipe. "Fiquei muito feliz com o resultado, visto que é a nossa segunda participação em um torneio mundial da WRO."
O PROJETO
Os estudantes, em entrevista ao portal da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), detalham as características do projeto IBS Plus. "A proposta tem vários mecanismos e contempla pontos de ônibus ligado a um ônibus inteligente. O projeto é voltado para todos que utilizam o transporte coletivo, inclusive pessoas com deficiências, pois o ônibus conta com rampa para cadeirantes e sistema braile", frisa Rebeca.
Já Gabriel ressalta que o IBS Plus também propicia que os usuários interajam com o sistema. "As pessoas vão reconhecer que é um sistema inteligente graças aos mecanismos existentes no ônibus e nos pontos. Você pode interagir com o painel no ponto e, assim que entra no ônibus, também poderá fazer várias interações a partir dos sensores e dos mecanismos, pois foram feitos com sensores e motores", explica.
Por fim, Wendel enfatiza que o sistema, além de trazer melhorias em termos econômicos e sustentáveis, também é pensado para os ciclistas. "Fizemos pesquisas e notamos que um dos grandes problemas para uma cidade ser inteligente é a questão da mobilidade urbana. Por isso, pensamos em construir um robô que melhorasse essa questão em termos econômicos e sustentáveis. O projeto também foi pensado para os ciclistas, que têm muita dificuldade no armazenamento das bicicletas e, para eles utilizarem nosso ônibus, pensamos em um porta-bicicletas para eles as transportarem."
Expectativas
Competindo contra equipes de 68 países, em 2018, na Etapa Final da WRO disputada na Tailândia, a Athena, então formada pelos estudantes Raul Micheletto, Giovana Siqueira e Rebeca Eusébio Bettoni, terminou em 8º lugar.
"Foi um resultado muito expressivo para a equipe e para o SESI. A oitava colocação representou um grande avanço, já que o torneio, normalmente, é dominado por equipes do mundo inteiro e outras com muita experiência", destaca Mattioli.
Já para a Etapa Final de 2019 em solo húngaro, a técnica da Athena explica que o projeto a ser apresentado ainda está em fase de aperfeiçoamento, mas que será voltado para atender pessoas com distúrbios de movimentos, como, por exemplo, as que tenham a doença de Parkinson. "Ele tem de se enquadrar na temática escolhida para a competição deste ano, que são as Smart Cities, ou Cidades Inteligentes", diz Mattioli.