Economia & Negócios

IBGE: Alimentos contribuem para deflação em setembro

FolhaPress
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Rio de Janeiro - Os preços dos alimentos recuaram mais uma vez e ajudaram a derrubar a inflação de setembro.

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) terminou o mês em queda de 0,04% ?ou seja, houve deflação?, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (9).

O grupo alimentação e bebidas cai 0,43%, o segundo recuo seguido, e foi o principal fator que contribuiu para a queda do índice geral. Também contribuiu a redução de 0,76% nos preços de artigos de residência, mas com menos peso no IPCA, apesar do recuo ter sido maior.

Dentro do grupo alimentação e bebidas, a alimentação no domicílio ficou 0,70% mais barata, o quinto mês consecutivo de queda. Os destaques foram tomate (-16,17%), batata-inglesa (-8,42%), cebola (-9,89%) e frutas (-1,79%).

No grupo de artigos de residência, o destaque foi a queda de 2,26% nos preços de eletrodomésticos e equipamentos.

Já o grupo saúde e cuidados pessoais subiu 0,58%. Os grupos habitação, transportes, educação e comunicação variaram pouco e não tiveram influência no IPCA. Com o resultado de setembro, a inflação no ano acumula alta de 2,49%. Nos últimos 12 meses, ficou em 2,89%, bem abaixo dos 3,43% registrados em agosto.

Dos 16 locais pesquisados pelo IBGE, 10 registraram deflação em setembro. O principal deles foi São Luís (MA), com queda de 0,22%, principalmente devido à queda da energia elétrica na cidade, que chegou a 6,97%.

Goiânia, por sua vez, teve a maior variação positiva: 0,41%. De acordo com o IBGE, a inflação na capital de Goiás se deu por causa da alta no preço da gasolina, que chegou a 2,80%.

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