Doze de outubro foi convencionado (decreto n° 4.867 de 05/11 de 1924) o Dia da Criança. Vale uma reflexão sobre nossas crianças e que futuro estamos preparando para elas. Lá na década de 60, quando Pelé fez o milésimo gol, entre outras, disse a frase: "Vamos proteger as criancinhas necessitadas". Quase foi execrado. Até hoje ele é chamado de demagogo por ter dito isso. Mas a questão é: alguém se lembrou de cuidar das criancinhas necessitadas?
O que vemos hoje, no século 21, é um grande número de crianças abandonadas, morando nas ruas, envolvidas com drogas, fruto de famílias desestruturadas e sem nenhuma chance de ter um futuro melhor, ou apenas morando em favelas sem nenhuma infraestrutura. As que não estão nessas condições tiveram sorte e nasceram no clã das famílias de classe média e alta, porém, só estão em melhores condições financeiras e não passam fome. Hoje, as crianças nascem com um celular ou tablet nas mãos, e quem as educa é o mundo virtual. Infelizmente, são poucas as famílias que dedicam muito tempo para educar, cuidar e proteger suas crianças. A maioria é fruto de uma sociedade que busca cada vez mais o ter em detrimento do ser.
E as consequências dessa geração e das que estão por vir serão, sem dúvida, desastrosas. Valores como respeito, carinho, amizade, caráter, compaixão, solidariedade estão se perdendo, mesmo com muita gente tentando resgatar esses preceitos. Tristemente, assistimos às atitudes dos adultos, especialmente os governantes, que deveriam passar exemplos positivos, mas prezam pelo comportamento indecoroso. São atitudes que as crianças veem. São atitudes que podem ser copiadas, imitadas e consideradas normais.
Pois bem, passou da hora de cuidar das criancinhas. É preciso contar a elas a importância que elas têm para o presente e o futuro do Planeta. Não precisamos que ninguém venha de outros países dizer o que temos que fazer. Precisamos, sim, que o Estado esteja onde deve estar e cuide de suas próprias crianças. Aos pais, cabe a educação principal, a que vem de casa e que ensina a respeitar todas as pessoas. A que exige o respeito ao professor. É hora de parar com essa balela de politicamente correto, porque já vimos que politicamente, não há nada correto neste País.
É hora de mostrar que criança precisa passar por todas as fases da vida até 'virar' adulto e de preferência decente, e escolher o que e como quer ser. Criança precisa querer jogar bolinha de gude, empinar pipa ou brincar de boneca e fazer comidinha, sem que isso seja uma doutrinação com nome de ideologia de gênero.