"Um cérebro estressado não está pronto para o aprendizado ou para reproduzir o que aprendeu."
Thiago Narahari
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Enem, que está se aproximando, é motivo de estresse para muitos adolescentes
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Marcelle Lopes, 17 anos, está desde já rindo... de nervoso. A menina fará o Enem pela segunda vez, mas dessa vez é para valer: em 2018, prestou a prova como treineira. O medo maior é de, na hora H, ter um bloqueio por nervosismo - receio mais do que normal para a situação. Mas há dicas que podem ajudar a minimizar esse risco. "Eu estou estudando bastante para, na véspera, só dar uma olhada nas fórmulas e aproveitar o dia", aconselha a jovem, aluna do pré-vestibular pela internet ProEnem.
Especialistas apontam que cuidar da saúde mental é tão importante quanto estudar para a prova, que serão realizadas nos próximos dias 3 e 10 de novembro. Com formação específica em meditação, o professor de Física Thiago Narahari é responsável na escola por uma disciplina chamada Respiração e Mente, em que ensina técnicas de respiração, ioga, meditação, além de propor um diálogo sobre questões como respeito, estresse, depressão e respeito ao próximo.
"Um cérebro estressado não está pronto para o aprendizado ou para reproduzir o que aprendeu, ele não tem o mesmo desempenho que um cérebro saudável. Por isso, não adianta estudar tudo e, ao mesmo tempo, passar noites em claro, deixar a ansiedade a mil, não cuidar da autoestima ou da autoconfiança", aconselha Narahari.
Mesmo quem nunca meditou, por exemplo, pode começar a fazer isso este mês, segundo o professor, para manter a energia positiva. Para iniciantes, a sugestão é sentar-se com a coluna reta, com as pernas cruzadas em posição de chinês ou esticadas e, com uma postura confortável, colocar as palmas das mãos viradas para cima sobre o colo e fechar os olhos. Em seguida, é importante observar a respiração e o que vem à mente, sem fazer esforço e sem tentar controlar os pensamentos. Dez minutos já são o suficiente.
Exercícios físicos também são recomendados nestes últimos 30 dias, de acordo com Ricardo Pelizzari, professor de História. "Se você vai passar pela prova, levante-se e faça caminhadas leves de duas a três vezes por semana", sugere.