Internacional

Indígenas rejeitam possibilidade de diálogo com o governo do Equador

Estadão Conteúdo - Site
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Bogotá - A Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), principal organização indígena do Equador, rejeitou a possibilidade de diálogo com o governo do presidente Lenín Moreno para resolver a crise provocada pelo pacote de ajuda econômica pactuado com o FMI. "Nada de diálogo com um governo assassino", disse a Conaie em comunicado assinado por seu presidente, Jaime Vargas.

O acordo com o FMI prevê acesso a uma ajuda de US$ 4,2 bilhões. Em troca, o governo adotou medidas de ajuste, entre elas o corte dos subsídios aos combustíveis, que aumentou em até 123% o preço do diesel. Em uma semana de protestos, 400 pessoas ficaram feridas, 800 foram presas e 5 morreram, incluindo Inocencio Tucumbi, líder indígena da Conaie da Província de Cotopaxi.

Nesta quinta (10), manifestantes indígenas que protestaram contra Moreno detiveram oito policiais na Casa da Cultura Equatoriana, em Quito. A polícia prendeu 17 pessoas, a maior parte delas venezuelanas, que teriam informações sobre os itinerários de Moreno e do vice-presidente, Otto Sonnenholzner.

Moreno acusa seu antecessor e ex-aliado, Rafael Correa, de estar por trás dos protestos, que teriam ainda apoio do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Correa e Maduro negam.

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