Nacional

Trump minimiza ataques na Turquia

Tuvan Gumrukcu
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Ancara - O assessor de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voou para a Turquia nesta quarta-feira (16) integrando uma delegação de emergência para tentar persuadir o governo turco a deter um ataque no norte da Síria que obrigou os EUA a realizarem um recuo abrupto. Mesmo assim, Donald Trump disse que o problema "não é dos EUA". 

Donald Trump minimiza retirada de militares americanos da Síria e diz que curdos 'não são anjos'.

Em mais uma mensagem cruzada, o presidente dos EUA disse que tentará resolver os problemas com a Turquia por conta dos ataques contra os curdos na Síria. Mas, caso o diálogo não dê certo, ele alerta que as sanções americanas serão devastadoras.

Ao lado do presidente italiano, Sergio Mattarella, que caprichou na cara de paisagem enquanto Trump falava à imprensa sobre tudo, menos sobre a Itália, o líder americano afirmou acreditar que a reunião de seu vice em Ancara "será um sucesso".

ASSESSOR

Robert O'Brien, que atua como assessor de Segurança Nacional da Casa Branca há um mês, deve se encontrar com o ministro das Relações Exteriores turco, Mevlut Cavusoglu, antes das conversas entre o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, e o presidente turco, Tayyip Erdogan, marcado para esta sexta-feira (18).

O governo Trump está tentando conter as repercussões da decisão tomada por Erdogan na semana passada de enviar forças para confrontar a milícia curda síria, uma grande aliada dos EUA na região. Erdogan repetiu que não haverá cessar-fogo.

O ataque turco, iniciado após uma conversa telefônica de Erdogan e Trump, forçou os Estados Unidos a abandonarem uma estratégia que vigorava há cinco anos e retirar toda a sua força do norte sírio. As forças do governo sírio, apoiadas pela Rússia e pelo Irã, adversários dos EUA, avançaram em territórios antes patrulhados por soldados norte-americanos.

 

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