Internacional

Conflito catalão é ampliado e mais de 50 pessoas são detidas

Agência Brasil
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Madri - O governo espanhol emitiu, no final na noite de terça-feira (15), comunicado informando que "houve violência generalizada em todos os protestos" contra as penas de prisão aplicadas aos líderes que lutam pela independência da Catalunha. Até agora já foram detidas mais de 50 pessoas e dezenas de agentes das forças policiais ficaram feridos.

E nesta quarta-feira (16) o clima piorou porque a Espanha, como um todo, aderiu ao movimento catalão. Cidades como Madri, Valência, Vigo e Bilbao tiveram movimentos a favor da Catalunha. Cerca de 40 mil pessoas estão indo às ruas de Barcelona desde a segunda-feira, quando nove líderes separatistas foram condenados pela Justiça.

PRESIDENTE 

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, anunciou nesta quarta-feira (16) reuniões de emergência com a oposição sobre as cenas de guerrilha urbana registradas na véspera em Barcelona e que marcaram uma radicalização dos protestos na Catalunha após a condenação dos líderes pró-independência.

O líder do Partido Popular Conservador, Pablo Casado, pediu ao governo espanhol que tome uma série de medidas excepcionais diante de uma "escalada de violência inadmissível" na Catalunha.

O executivo espanhol acredita que os distúrbios até agora causados não são fruto de "um movimento pacífico dos cidadãos, mas sim da coordenação de grupos que utilizam a violência nas ruas para perturbar a convivência na Catalunha".

"Uma minoria quer impor a violência nas ruas das cidades catalãs", disse o governo, referindo-se especialmente Barcelona, Tarragona, Girona e Lleida, onde "grupos de manifestantes atacaram a sede das subdelegações".

PRISÕES

O Supremo Tribunal de Espanha condenou, na segunda-feira (14), os líderes que tentaram declarar a independência da região em 2017 a penas de prisão de até 13 anos.

As condenações de líderes independentistas são consideradas "inaceitáveis" pela Assembleia Nacional Catalã (ANC).

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