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Sequência nas obras das marginais tem duas opções para cruzamento da Duque

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Dúvidas, insegurança e necessidade de esclarecimentos mais aprofundados deram a tônica de uma audiência pública realizada nesta quinta-feira (17), na Câmara Municipal, que retomou as discussões sobre a construção das marginais da rodovia Marechal Rondon, no perímetro urbano de Bauru. Permanece o impasse entre empresários e uma nítida indefinição no poder público quanto à melhor alternativa para a passagem das obras pela região do viaduto da avenida Duque de Caxias.

Esta é considerada a fase mais crítica de todo o projeto de construção das marginais, por demandar, na proposta inicial, a interdição da Duque, uma das principais artérias viárias de Bauru, por um longo período - a estimativa é de que sejam 14 meses. As obras neste trecho estão inicialmente previstas para ter início em março de 2020, mas, se o impasse persistir, podem atrasar.

Devido à reação de um grupo de cerca de 200 empresários, a concessionária ViaRondon, responsável pelas marginais, apresentou, durante a audiência, uma proposta alternativa, mais simples. Nela, a interdição da Duque seria descartada, a partir da construção das marginais no nível da avenida - e não mais na altura da própria rodovia.

"A ideia é fazer o alargamento das ruas paralelas à Rondon que ficam no nível da Duque de Caxias. São até três faixas de rolamento em cada sentido e, no cruzamento, ficam proibidas conversões à esquerda, para garantir fluidez e segurança do trânsito", detalha o diretor-presidente da ViaRondon, Fábio Abritta.

Esta nova opção, no entanto, demandaria a instalação de conjuntos semafóricos, o que desagradou outro grupo de empresários que compareceu à audiência. Segundo eles, como a expectativa é de que a maior parte do tráfego seja deslocada da rodovia para as marginais, são grandes as chances de congestionamento devido à paralisação constante do fluxo provocada pelos semáforos.

IMPACTOS

Empresários alegam, ainda, que a malha viária ficará saturada mais rapidamente na comparação com o modelo inicial. Além disso, destacam o transtorno a ser gerado nas ruas do entorno para a entrada e saída das marginais, com aumento do tráfego, inclusive de caminhões pesados, em ruas que não foram projetadas para esta finalidade.

Outro aspecto é a retirada, sem previsão de substituição, da passarela que liga o Jardim Brasil à Vila Engler/Jardim Marambá, o que foi alvo de crítica do Conselho Municipal de Mobilidade. "Precisamos saber como ficará o deslocamento de todos, inclusive dos pedestres, e não apenas dos modais motorizados de transporte", diz o vice-presidente da entidade, Fábio Eduardo da Silva.

Já os representantes que lideram o grupo de 200 empresários argumentam que a interdição da Duque por 14 meses inviabilizará o funcionamento de dezenas de estabelecimentos comerciais da região, com consequente fechamento de vagas de trabalho e prejuízo para a economia da cidade.

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