Nome integrante do quadro de Campeões Nacionais de Voo a Vela pelo Aeroclube de Bauru, o piloto bauruense José Eduardo Pauletto Pontes morreu na noite desta quarta-feira (16), aos 74 anos. A cerimônia de cremação ocorreu na tarde desta quinta-feira (17), no Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, onde morava com a família.
José Eduardo foi também presidente da Federação Brasileira de Voo a Vela (FBVV) por quatro vezes, nos anos de 1983-1984; 1984-1985; 1987-1988 e 1991-1992. Com o planador Kestrel 17, levou o título do Campeonato Nacional de Voo a Vela, realizado em 1987, em Luziânia (GO). Ele praticava a modalidade desde 62, quanto tirou brevê de piloto de planador.
Talvez, tenha sido o brasileiro que mais voou no Flamingo, um planador considerado raro. Em um livro sobre a história do voo a vela no Brasil, contou que cresceu no Aeroclube e, em 1956, viu a aeronave voando pela primeira vez. Quando começou a pilotá-lo, em 63, o Flamingo já tinha passado por uma reforma completa, depois de grave acidente na década de 50.
Entre 65 e 66, passou por nova reforma. Trabalhando nos finais de semana no Aeroclube, na companhia de Gerhard Prockesch, José Eduardo refez o nariz do planador. Juntos, conseguiram tirar 17 quilos de massa a custa de muita lixa e muita balsa. O nariz segue o mesmo até hoje. Na época, também modificaram a ponta das asas. Em 66, o piloto voou com o Flamingo no Campeonato Brasileiro de Voo a Vela.
Há cerca de 15 dias, José Eduardo, já com a saúde debilitada, esteve em Bauru, onde vivem parentes dele. Na oportunidade, visitou o hangar e lembrou da época que atuava como instrutor. Amigos contam que ele nunca fez 'pano preto', ou seja, nunca sonegou qualquer informação. Pelo contrário, se dedicava a ensinar a arte que tanto amava.
Não a toa, chegou a ser o volovelista mais velho em atividade no Brasil, embora não estivesse voando ultimamente. José Eduardo deixa a esposa Maria Zilda Gonçalves Pontes, as filhas Ana Paula e Camila, além de netos, netas e genro.