Não sei se devo falar das flores, apesar de estarmos no início da primavera. Ou deveria falar do jardineiro, que passa por dificuldade. Ou simplesmente falar dos espinhos da roseira! Mas, de ímpeto, vamos falar da vida. Da sua, da nossa, ou melhor, de todos!
Por que somos tão inconsistentes, somos desposados em relação à vida, que deveria ser venerada e idolatrada!? O que fazemos da vid, para vivermos reclamando, mutilando e nos autoflagelando? Temos a maior e melhor dádiva, que é nossa vida, um ser único, que parece embolado no rolo compressor dessa máquina esmagadora denominada sociedade!
Que, diante de fatores éticos e subjetivos, nocauteada, pisoteia, esmaga e põe o ser na lona! Por que a vida sofrida, calejada e subjugada!?
Que bom seria se todos pudessem entender e viver a vida na sua plenitude! Por que somos tão emblemáticos com a vida e sempre achamos que tudo só acontece com a gente?
Temos uma visão daltônica, procurando resposta em tudo, menos em nós! Eu queria ter mil vidas para viver e dizer que a vida é bela! Já pensou se por causa de um espinho, que perfurou, ceifássemos todos os pés de roseiras, privando-nos de seu perfume e beleza! Assim é nossa vida, cheia de encanto e desencanto...