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Esperança traz venezuelanos à região de Bauru

Vinicius Bomfim
| Tempo de leitura: 2 min

A crise migratória da Venezuela chegou até Bauru e região. Por aqui, mais de 50 refugiados, entre crianças, jovens e adultos, vieram do país de Nicolás Maduro apenas com a esperança na bagagem. Os imigrantes encontraram acolhida e apoio e tem quem arrisque a dizer que uma "nova família" acabou se formando.

É o caso de Yuracy Dantas, que saiu de Puerto Ordaz e enfrentou um longo trajeto acompanhada do marido e duas filhas. "Nós viemos sem nada. Ao chegarmos a Pederneiras, fomos recebidos com um jantar especial. Foi muito bom. Encontramos muitos venezuelanos na mesma situação e dividindo aquele momento. Sentimos um amor muito grande. Nós nos tornamos uma única família", reitera.

Mas, todos eles não compartilham apenas a história comum de adeus à terra natal, que sofre com problemas como inflação nas alturas, escassez de alimentos, remédios e produtos básicos. Eles dividem também a fé. E foi por intermédio dela e de comunidades religiosas que chegaram ao Interior Paulista.

BASE

O grupo é pertencente à Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Eles deixaram a Venezuela com missionários e são mantidos pela igreja mórmon no Brasil por três meses. "Fomos de ônibus até Boa Vista, em Roraima. No dia seguinte, seguimos para Manaus, onde nos hospedamos por alguns dias com outros membros da igreja. Continuamos até Campinas e chegamos em Pederneiras", finaliza Yuracy Dantas.

Por aqui, quem os apoiou foi a Cáritas Bauru, organização humanitária ligada à Igreja Católica, por meio de um projeto de assistência social e apoio a refugiados. A entidade oferece qualificação profissional e curso sobre a língua e a cultura brasileiras, além de suportes básicos relacionados à regularização de todos eles no Brasil.

O trabalho fez com que esse grupo se dividisse entre Bauru e Pederneiras. No último dia 19, parte esteve reunida para praticar o português. A nova perspectiva tornou-se alívio para Gabriela Figueroa. Venezuelana, ela saiu do Peru, para onde migrou inicialmente com suas duas filhas até se hospedar em Bauru.

"Os brasileiros são muito receptivos. Não sabíamos nem nos comunicar. Mas, logo que pisamos aqui, recebemos todo o amparo".

No entanto, a jovem corre contra o tempo para entrar no mercado de trabalho e conseguir sobreviver com as "próprias pernas" em três meses. Até lá, alimentação, moradia, estudos e necessidades básicas estão garantidos.

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