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Falta verba e Nações fica sem calçada

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Uma das avenidas mais movimentadas de Bauru, a Nações Unidas possui um trecho crítico e perigoso para os pedestres: entre as quadras 42 e 44, na região do Núcleo Geisel. O local, no sentido Centro-Bairro, não abriga calçadas e, segundo a Secretaria Municipal de Obras, o problema está longe de ser resolvido, devido à falta de verba para fazê-lo.

A aposentada Hermínia Furtado, de 66 anos, sofre com a situação. Ela vive em um condomínio localizado a dois quarteirões da via. Quase que diariamente, a idosa se exercita na avenida Jorge Zaiden.

No entanto, precisa atravessar a Nações para ter acesso ao passeio público, no sentido bairro-Centro. "Não há qualquer sinalização de trânsito que dê segurança para o pedestre ir até o outro lado. Mesmo assim, eu tenho que arriscar", acrescenta.

Em junho deste ano, o vereador Miltinho Sardin (PTB) pediu a construção de calçadas entre as quadras 42 e 44 da avenida Nações Unidas.

Conforme o Jornal da Cidade já noticiou, o parlamentar lembrou que o trecho é perigoso aos pedestres e bastante utilizado para o acesso ao Hospital Estadual, Ceagesp, Sorri, Unesp, entre outros.

Na ocasião, ele afirmou que solicitava, pela quarta vez, a implantação dos passeios públicos naquele lugar, justamente, para reduzir o risco de acidentes e propiciar maior qualidade na mobilidade de quem anda a pé.

E AGORA?

Titular da Secretaria Municipal de Obras, Sidnei Rodrigues diz que, antes das calçadas, o trecho deve abrigar um talude, responsável por garantir a estabilidade do aterro e, consequentemente, da avenida Nações Unidas. "Inclusive, a via chegou a ceder, na época em que eu era secretário do Rodrigo Agostinho", revela.

Na ocasião, Rodrigues decidiu depositar pedras em meio ao aterro. Elas ajudaram a drenar a água da chuva. Segundo ele, o valor total do investimento para a construção do talude e dos passeios públicos ultrapassa a casa dos R$ 500 mil, dinheiro que a pasta não possui.

Ainda de acordo com o secretário, há outras demandas consideradas prioritárias. "Poucas pessoas percorrem aquele trajeto a pé. A obra não deixa de ser necessária, mas, infelizmente, não temos recursos", pontua.

Por outro lado, Rodrigues se comprometeu em fazer um estudo junto à Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) para melhorar a sinalização do local.

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