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OEA investiga resultado na Bolívia

Mitra Taj
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La Paz - A entidade que monitorou a eleição da Bolívia fará uma reunião especial nesta quarta-feira (23), já que a polêmica disputa presidencial mostrou uma vitória do presidente Evo Morales já no primeiro turno, o que desencadeou protestos raivosos em toda a nação sul-americana.

O Tribunal Supremo Eleitoral da Bolívia recuou na contagem manual voto a voto, retornou à contagem rápida que estava realizando no domingo (20) e anunciou, ainda na noite de segunda-feira (21), que Evo Morales foi eleito no primeiro turno. O opositor Carlos Mesa anunciou que não reconhece o resultado. Foi o suficiente para desencadear protestos em todo o país.

A Organização dos Estados Americanos (OEA), uma observadora oficial da votação, expressou ressalvas a uma contagem oficial rápida dos votos que deu a Evo, líder de esquerda no poder desde 2006, uma vantagem de 11 pontos sobre o rival Carlos Mesa.

Este resultado, que pouparia Evo de um segundo turno arriscado, veio depois que uma contagem preliminar foi interrompida abruptamente após a eleição de domingo. Com quase 84% das urnas apuradas, Evo e Mesa pareciam encaminhados para o segundo turno. Uma contagem obrigatória ainda está em andamento, e pode demorar dias.

A OEA demonstrou preocupação com a mudança "difícil de explicar" na tendência geral do resultado, que disse ter "modificado drasticamente o destino da eleição e gerado uma perda de confiança no processo eleitoral".

Nesta terça-feira (22), grupos de manifestantes continuavam nas ruas de todo o país depois de uma noite de revolta e choques entre eleitores e policiais, durante os quais várias seções de contagem de votos e urnas foram incendiadas. Na cidade de Potosí, duas pessoas saltaram de um edifício em chamas para fugir do fogo.

Ainda nesta terça-feira, no centro de La Paz, ruas e mercados ficaram repletos de moradores que se abasteciam de arroz, óleo de cozinha, batatas e outros produtos básicos. 

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