Economia & Negócios

Brasil 'não deve se meter' na guerra entre China e EUA

FolhaPress
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Pequim - A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou à reportagem que o Brasil "não deve se meter" na guerra comercial entre China e Estados Unidos e precisa continuar mantendo uma postura equidistante do conflito.

"Amigos, amigos, negócios à parte", reforçou a ministra, quando questionada se a proximidade entre o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e o mandatário americano, Donald Trump, poderia influenciar no comportamento do Brasil.

Cristina está em Pequim para uma série de reuniões preparatórias para a visita de Bolsonaro, que chega a capital chinesa nesta quinta-feira (24). Será a segunda parada do presidente em seu giro pela Ásia, logo após o Japão.

Antes de embarcar, o presidente Jair Bolsonaro havia dito o Brasil está aberto a negócios independente de posições ideológicas. A China é o maior parceiro comercial do Brasil. Em 2018, a China comprou US$ 63,92 bilhões (R$ 259,3 bilhões) em produtos brasileiros, o equivalente a 26,7% das exportações totais.

O setor agrícola deve ser um dos principais focos da visita presidencial, em conjunto com a atração de investimentos. O esforço do governo brasileiro é diversificar as vendas para  o país asiático, hoje muito concentradas em soja, minério de ferro e petróleo.

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