Jaú - Com um caso confirmado de funcionário com sarampo e vários suspeitos aguardando confirmação, o Hospital Amaral Cavalho (HAC) de Jaú (47 quilômetros de Bauru), que é referência nacional no tratamento do câncer, anunciou nesta terça-feira (22) a suspensão temporária das atividades eletivas (não urgentes) com o objetivo de minimizar a circulação e transmissão do vírus da doença. A Santa Casa de Jaú, por sua vez, convocou uma coletiva para esta quarta-feira (23) para falar sobre sarampo (leia box ao lado).
Em nota, o HAC informou que a decisão de limitar o atendimento foi tomada para garantir a segurança dos pacientes e funcionários diante do crescente número de casos suspeitos de sarampo. Segundo o hospital, a suspensão atinge todas as consultas, exames e procedimentos que podem ser adiados sem prejudicar o tratamento dos pacientes. Os casos de urgência e emergência continuam sendo atendidos normalmente.
"Desde agosto, o HAC vem tomando uma série de medidas preventivas de controle da doença, como a realização de campanhas internas de vacinação de seus funcionários, além de seguir rigorosamente todos os protocolos de bloqueio do sarampo preconizados pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo", declara.
"Mesmo assim, com a ocorrência de casos suspeitos entre funcionários desde a última sexta-feira (18) e hoje (ontem), com a confirmação de um caso positivo em um de nossos colaboradores, a medida de suspensão das atividades eletivas tornou-se necessária como precaução para minimizar a circulação e transmissão do vírus do sarampo". Para informações oficiais, o HAC disponibiliza os telefones da Central do Paciente: (14) 3602-1252, (14) 3602-1337 e (14) 3602-1357.
BLOQUEIO
Segundo o HAC, desde a última sexta-feira (18), quando surgiram os primeiros casos suspeitos de sarampo, todos os funcionários do setor onde houve a notificação passaram por novo bloqueio vacinal e funcionários do hospital começaram a usar máscaras. O HAC ressalta que não está divulgando o número de funcionários com suspeita da doença por cautela.
"Se um funcionário tem apenas um dos sintomas como, por exemplo, febre, ele está sendo afastado por segurança dos pacientes e de outros funcionários. Assim, até que sejam divulgados os resultados de todos os exames, não podemos afirmar que todos os afastados com apenas um sintoma são casos suspeitos de sarampo", explica.