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Castração municipal atrasa e gera fila

Rafael de Paula
| Tempo de leitura: 2 min

Depois de dez meses parado, o programa municipal de castração da Secretaria de Municipal de Meio Ambiente (Semma) começa a ser retomado. A demora, contudo, gerou fila de cães e gatos à espera do procedimento. Conforme apurou o JC, são 1.248 animais que aguardam a esterilização. Com o alerta nas mãos, o titular recém-nomeado na pasta, Airton Iosimo Martinez, assinou chamamento público, nesta terça-feira (22), para conveniar seis clínicas bauruenses para socorrer a demanda, que se agravou pela interrupção do projeto para readequação neste ano.

Criada em 2016, a iniciativa atende gratuitamente proprietários de baixa renda triados pelo sistema social do governo municipal. De acordo com o secretário, a partir de agora, todo o procedimento burocrático deve durar cerca de um mês antes de começar a funcionar novamente.

A assessoria de imprensa da prefeitura aponta que 664 animais (454 gatos e 210 cães) foram atendidos pelo programa em 2018. Os dados dos anos anteriores não foram informados.

Segundo a Semma, a interrupção do projeto em 2019 se deu porque o edital anterior se encerrou em setembro de 2018. A pasta informou também que, por ter apenas duas clínicas credenciadas na ocasião, optou por abrir novo chamamento, ao invés de atender a ampla demanda com poucos profissionais habilitados. A secretaria justifica também que o novo edital precisou, ainda, de adequações jurídicas para atrair mais clínicas veterinárias.

VERBA

Agora, com a retomada, uma verba de R$ 100 mil já está destinada para custear as cirurgias. Porém, nesta primeira etapa, apenas 500 animais dos mais de 1,2 mil na fila serão atendidos por uma questão orçamentária. "Assim que tivermos a definição das clínicas, vamos imediatamente começar esse trabalho, destinando cerca de 25 animais mensais para cada consultório, dentro do orçamento que temos", diz Martinez.

A expectativa da pasta é atender esse número de animais em três meses.

Segundo o secretário, a verba não é somente para a cirurgia, mas cobre, também, possíveis exames que são necessários para o procedimento.

Depois da primeira etapa cumprida, a pasta deverá pedir complementação de dinheiro para novos procedimentos. "As clínicas também não têm capacidade para absorver demandas altas. Devagar, dentro de um cronograma, vamos zerar a espera", prevê o titular da Semma.

QUEM PARTICIPA

Os interessados devem procurar o Centro de Referência em Assistência Social (Cras) mais próximo de suas residências com documentos pessoais, comprovante de renda e Número de Identificação Social (NIS).

Caberá à Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) analisar se há o enquadramento com as normas do programa. Em caso positivo, a Semma entrará em contato, passando o telefone e o endereço da clínica onde serão realizados os procedimentos de castração e também a aplicação do chip de identificação nos animais.

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