Política

Viaduto não tem prazo para conserto

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

Um conserto que no início parecia relativamente rápido para o Executivo parece ter se transformado em verdadeira dor de cabeça. Interditado há 23 dias, o viaduto João Simonetti, localizado na região central de Bauru, segue com sua alça sentido à avenida Nuno de Assis interditada e sem prazo para reparo. É que as três empresas especializadas que visitaram o viaduto, nas últimas semanas, não deram retorno à prefeitura sobre o orçamento da obra. Situação que fez com que o governo mudasse de estratégia, ainda assim nada parece garantido.

E o problema já tem gerado reclamações pela vizinhança (leia mais abaixo).

Ao invés de continuar com a consulta de preços para a realização do reparo, aberta na semana seguinte em que o acesso foi interditado, a prefeitura deve abrir novo procedimento para consulta de preços do projeto sobre o serviço que deve ser feito no local.

"Tivemos dificuldade porque as empresas que fazem a obra não desenvolvem o projeto junto. Então, contrataremos só o projeto, por enquanto. Até porque é necessário ter a ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) para a obra. Nele, estará detalhado tudo o que será necessário para o reparo da alça", explica Sidnei Rodrigues, secretário de Obras.

Ou seja, somente após obter o documento, que pode levar meses para ser entregue, é que a prefeitura deve reabrir o processo para contratação de uma empresa que se interesse pela obra de reparo.

EXPECTATIVAS

Conforme o JC noticiou em 3 de outubro, dia seguinte à interdição, o problema foi registrado em um dispositivo responsável pelo amortecimento do viaduto. Um vão de 13 centímetros (largura de um pé) se formou na interligação entre a alça e o corpo principal. Na ocasião, a prefeitura informou que não havia prazo para que o serviço ocorresse, mas a expectativa do prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) era de contratar de forma emergencial (sem licitação), na semana seguinte, uma empresa terceirizada para o reparo.

Agora, o prazo deve ser muito maior. Mas, no pior dos cenários, o Executivo segue apostando que a obra não deva extrapolar R$ 1,5 milhão. Recurso que virá dos R$ 2 milhões contingenciados da Obras, inicialmente reservados para serviços de tapa-buraco.

RECLAMAÇÃO

Enquanto isso, o proprietário de uma loja de ração na quadra 9 da Nuno de Assis, Fernando Pampani Filho, diz que o problema tem sido sinônimo de menos clientela. "Os fregueses que são amigos até dão a volta para chegar à loja, mas os novos não desviam o caminho. Até porque a rua Araújo Leite, usada por quem vem do Centro, teve muito aumento do trânsito por causa da interdição", reclama.

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