Quem os nossos representantes, de fato, representam? Além de estar vivenciando uma longa - e aparentemente interminável - temporada de extremismos e ódios a qualquer custo, cada vez mais a máscara da salvação começa a cair por terras. Quando se começa a entender o que é a política, o "jogo" é sério. A palavra "jogo" encaixa com delicadeza até nisso, já que nas últimas eleições o clima que foi mostrado é de uma extrema brincadeira e jogatina de interesses (rasos, por sinal) na disputa do trono.
Fazem exatos nove meses que o barco brasileiro está sob comando de um novo capitão. A viagem de quatro anos ainda está no início. Um capitão que não conversa com a torre de comando; que não entende absolutamente nada sobre água e meio ambiente, administração das finanças durante o percurso, da educação dos seus funcionários, da gestão... Ou seja, o destino não foi traçado e faltam os requisitos mínimos para que se chegue, pelo menos, em algum lugar. O barco segue navegando, sem rumo, sem certezas, sem destino, e literalmente "rezando" para não afundar.
Enquanto o assunto entre a população, que espera o barco chegar são e salvo em terras firmes, é sobre o sentido do barco (leste-oeste, direita-esquerda...), o capitão e seus 22 principais representantes na tripulação curtem a viagem, mesmo sabendo que a qualquer hora um imprevisto pode acontecer.
Há quem diga que essa viagem não irá durar quatro anos, pode encurtar. Assim como há quem diga que irão estender por mais quatro. São tempos incertos. A única certeza que temos é de que a tendência é piorar se outros caminhos não forem acionados.