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Após decisão da Alerj, deputados do Rio deixam Bangu 8

Estadão Conteúdo
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Rio de Janeiro - Sob coro de "ladrões", quatro dos cinco deputados estaduais do Rio presos sob acusação de receber ?mensalinho? na Assembleia Legislativa (Alerj) foram soltos nesta quinta-feira, 24. Os parlamentares cumpriam prisão preventiva desde novembro passado e, por decisão da própria Alerj, vão poder responder em liberdade.

André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinícius Neskau (PTB) e Marcos Abrahão (Avante) saíram do presídio a pé, sob coro de "ladrões" entoado por pessoas que presenciaram a libertação. O quinto deputado é Chiquinho da Mangueira (PSC), que cumpre prisão domiciliar. Todos foram alvo da Operação Furna da Onça, que apura compra de votos no parlamento fluminense durante os governos de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão, ambos do MDB, que também estão presos.

Ao deixar o presídio, André Corrêa afirmou que "aqueles que foram humilhados serão exaltados". E criticou a extensão de sua prisão preventiva. "Preso sem ser condenado, sem direito a julgamento, sem sequer ser ouvido pelo juiz. Muito sofrido. Família sofre, mas acredito na Justiça. Tenho para mim reputação estraçalhada."

A libertação dos deputados foi fundamentada na decisão da Alerj, que aprovou na terça-feira uma resolução favorável, mas sem que eles possam reassumir os mandatos. Os cinco chegaram a ser empossados na cadeia, mas a Justiça não reconheceu a legitimidade do ato.

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