Esportes

Presidente eleito terá que lidar com nova ameaça de leilão do Panela de Pressão


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O novo presidente do Noroeste, que será eleito em pleito na primeira semana de novembro, com data a definir pelo clube, terá de lidar, além da montagem de elenco para a disputa da Série A3 em 2020, com mais uma ameaça de perda do ginásio Panela de Pressão. A Justiça do Trabalho definiu para o dia 11 de dezembro a mais nova data de leilão do imóvel pertencente ao Noroeste por causa de dívidas trabalhistas com ex-jogadores e ex-funcionários.

O ginásio foi colocado a leilão, a princípio, no dia 19 de julho. Porém, na ocasião, a Justiça do Trabalho concedeu liminar, agora cassada, à Prefeitura de Bauru, que entrou com ação civil pública pedindo de volta a área do Complexo Damião Garcia, pois há entendimento do poder público municipal de que a área não poderia ir à venda, já que todo complexo pertenciam ao município, que fez permuta com o Noroeste na década de 1980 para repassar a titularidade ao clube. A lei que autorizou a permuta impedia a penhora de bens.

O Noroeste comunica que ainda não foi notificado oficialmente do leilão em dezembro e o presidente interino do clube, Toninho Rodrigues, afirma que será responsabilidade do presidente eleito no mês que vem lidar com a situação.

"A notícia que temos é só pela imprensa. Eu não tenho posição nenhuma com relação a isso. Como é em 11 de dezembro e ainda falta mais de um mês, isso vai ser uma decisão do novo presidente. Vamos eleger um novo presidente e ele é que vai tomar a decisão do que fazer, é quem terá a obrigação de cuidar do tema. Se for o caso, ir à Justiça para tentar suspender o leilão. É uma prerrogativa do próximo presidente", afirma Rodrigues, que também é presidente do Conselho Deliberativo.

A Prefeitura de Bauru alugava o Panela de Pressão até março deste ano como sede da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), mas rescindiu o contrato porque o Noroeste estava inadimplente com o Refis. A Justiça determinou também que a prefeitura deposite os valores dos aluguéis de março a maio deste ano, período em que a Semel permaneceu no Panela após a rescisão do contrato.

O Noroeste, proprietário do ginásio, tem mais de R$ 1,5 milhão em dívidas trabalhistas e ainda possui outros débitos com o governo federal e com o governo municipal - como IPTU. Só com a prefeitura, o clube tem pendência de R$ 1,6 milhão.

O ginásio foi avaliado em R$ 5 milhões, considerada área construída de 2.100m2 e uma área total de 6.516,36m2. A inauguração foi em 1956 e a capacidade é para 2.500 pessoas - o maior ginásio da cidade no momento.

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