São Paulo - O secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, afirmou que seria um erro deixar os estados de fora das reformas tributária e da Previdência.
O governo federal planeja enviar ao Congresso até o dia 10 de novembro uma proposta que unifica apenas dois tributos federais, PIS e Cofins.
Em relação à Previdência, ainda tramita no Senado a chamada PEC Paralela, que trata das previdências estaduais, entre outros temas.
Meirelles disse que os governadores estão mais próximos dos principais atingidos pelas reformas das previdências estaduais, os funcionários públicos, e que haverá muita pressão contrária.
"Estamos olhando se a PEC Paralela será ou não aprovada. Isso significará um grande ganho de tempo. Caso não seja, teremos um problema importante. Vai ser um desafio enorme", disse o secretário durante o 12º Encontro de Líderes, realizado nesta sexta-feira (25) pela organização social Comunitas.
O governador Eduardo Leite (PSDB-RS), que já apresentou suas propostas de reforma, disse que é necessário acelerar o envio de projetos ao Legislativo, aproveitando o início de governo e a distância dos períodos eleitorais. "Aquilo que não for plantado nesse primeiro ano de governo dificilmente será possível colher até o final do mandato."
O governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) afirmou não contar com a PEC e disse que irá enviar à Assembleia Legislativa na próxima semana uma proposta para alterar os sistemas do estado e também das prefeituras de Goiás, com apoio dos prefeitos.
No mesmo evento, o governador Helder Barbalho (MDB-PA) também afirmou estar com um pacote pronto de medidas fiscais para ser encaminhado para a Assembleia do Estado.