Esportes

Acusado de pagar propina por Rio-2016, empresário faz acordo

FolhaPress
| Tempo de leitura: 1 min

Rio de Janeiro - O empresário Arthur Cesar de Menezes Soares Filho tem um acordo de colaboração firmado com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos que trata da acusação de pagamento de propina a membros do COI (Comitê Olímpico Internacional).

Foi este contrato, ainda não homologado na Justiça norte-americana, que permitiu sua liberação quando detido no serviço de imigração de Miami. Ele foi renovar documentos para a permanência no país, mas esqueceu-se de apresentar o acordo que autorizava a atualização dos papéis.

Arhur foi detido quando os agentes do serviço verificaram que havia um alerta da Interpol para sua prisão. O empresário é considerado foragido da Justiça brasileira desde setembro de 2017. Após a apresentação dos documentos, foi liberado no mesmo dia.

LAVAGEM

O  acordo trata de lavagem de dinheiro. Esclarece as condições da transferência de US$ 2 milhões feita por Soares à empresa de Papa Masata Diack, filho de Lamine Diack, membro do COI e ex-presidente da Federação Internacional de Atletismo.

O advogado Nythalmar Dias Filho, que defende o empresário, não comentou a existência do acordo. Disse que seu cliente foi detido "equivocadamente por não portar a documentação necessária para renovação do seu visto".

"Ressaltamos que as providências burocráticas já foram tomadas e que Arthur será liberado, dada a sua regular situação naquele pais", disse o advogado.

Rei Arthur, como é chamado, é réu em duas ações penais relacionadas ao esquema de Sérgio Cabral, apontado como pagador de propina para o ex-governador. Entre as acusações está o pagamento de US$ 2 milhões a membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016.

Comentários

Comentários