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PMs mortos: esposa estava no local

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

O boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a que o JC teve acesso, trouxe novas informações sobre o caso que resultou na morte de dois PMs, na noite de sexta-feira (25), em Bauru. Entre as revelações de maior relevância, está o fato de a esposa do sargento Luciano Agnaldo Rodrigues, a cabo Águida Heloísa Barbosa Rodrigues, 47 anos, estar no local do crime e a constatação de que a arma de fogo do cabo e judoca olímpico Mário Sabino Junior estar com as oito munições do carregador intactas.

O mistério sobre as circunstâncias da ocorrência, contudo, permanecem. Nesta segunda-feira, o Comando do 4.º Batalhão da Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I) informou que, a partir de agora, qualquer divulgação de informações sobre o caso será concentrada pela Sala da Imprensa Militar, em São Paulo.

O JC enviou questionamentos ao órgão, porém, nenhuma dúvida foi esclarecida. Por meio de nota, a PM observou apenas que "as informações do inquérito policial-militar são sigilosas, conforme determinado pelo Código de Processo Penal Militar" e que, "após sua conclusão, ele será remetido ao Tribunal de Justiça Militar".

Desde que o crime ocorreu, surgiram várias especulações sobre a possibilidade de ter motivação passional. Uma das hipóteses é de que a esposa do sargento Agnaldo, que também é policial militar, estaria se encontrando com Sabino. No sábado, o Comando do 4.º BPM-I destacou que todas as informações ventiladas ainda são suposições.

Já no BO registrado pela PM, os policiais que atenderam a ocorrência descrevem que avistaram três veículos na rua sem saída, paralela à avenida Antenor de Almeida, na região do Jardim Niceia, onde o crime ocorreu. Um dos carros estava no meio da via, o que levantou suspeitas.

MUNIÇÕES

No local, os PMs relatam que se depararam com a cabo Águida em trajes civis, "extremamente nervosa" e falando ao celular com o Samu. Ela disse que, no local, havia dois policiais baleados, que foram localizados pela equipe aparentemente sem vida, caídos na via pública, a cerca de 15 metros de distância um do outro.

A policial informou, ainda, que apresentaria sua versão posteriormente, no Plantão de Polícia Judiciária Militar, o que ocorreu no dia seguinte, conforme o JC divulgou. O teor do depoimento, contudo, não foi divulgado.

O BO também descreve que, após o trabalho de perícia, ficou constatado que o revólver calibre 38 do sargento Agnaldo tinha quatro das cinco munições deflagradas. Já a pistola calibre .40 do cabo Sabino possuía oito munições intactas no carregador. Os aparelhos celulares de todos os envolvidos foram apreendidos.

Em contato com a Sala da Imprensa Militar, a reportagem questionou se a cabo Águida presenciou o momento em que os PMs foram mortos, se ela estava armada no momento em que os policiais em patrulhamento chegaram ao local, se a possível arma foi apreendida para perícia e se a policial chegou a se ferir com algum dos disparos efetuados.

Perguntou, ainda, se é possível afirmar que o cabo Sabino não fez disparos de arma de fogo, já que foram apreendidas oito munições intactas. As dúvidas não foram respondidas, sob alegação, como já mencionado, de que as investigações estão sob sigilo.

O JC tentou contato com Águida nesta segunda-feira, mas o telefone informado no BO consta como indisponível.

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