Internacional

Macri e Fernández dão início à transição

FolhaPress
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Buenos Aires - Numa cena inédita na Argentina, o presidente em exercício e o presidente eleito se encontraram no dia seguinte da eleição, na manhã desta segunda-feira (28), para definir em conjunto uma transição de poder e enviar sinais positivos para um inquieto mercado internacional.

Fernández chegou à Casa Rosada às 10h30 e passou uma hora sozinho com Macri no gabinete do presidente - os detalhes da conversa não foram revelados.  Fernández venceu Macri no domingo (27), em primeiro turno, com 48,10% dos votos contra 40,37%.

POSSE EM DEZEMBRO

Já foram divulgados os nomes dos funcionários e ministros que trabalharão juntos na transição até o dia 10 de dezembro, quando haverá a transferência da faixa presidencial e a oficialização da posse.

A equipe de Fernández foi informada ainda na noite de domingo das medidas adotadas a partir desta segunda-feira (28) para frear o dólar, e não se opôs. Mais: Fernández defende um retorno a uma política de controle da moeda ainda mais rígido e constante.

As medidas tomadas por Macri e anunciadas nesta manhã por Sandleris no Banco Central limitam a compra de dólares em US$ 200 ao mês, até dezembro. Isso fez com que a moeda norte-americana permanecesse estável, fechando em 63,50 pesos. Já o dólar chamado de "blue", ou paralelo, era vendido nos cambistas clandestinos por até 80 pesos.

Fernández governará com um Congresso dividido, em que alianças terão de ser costuradas para aprovação de leis. Na Câmara de Deputados, terá mais cadeiras, com 120 deputados peronistas, contra 119 da coalizão Juntos por el Cambio, de Mauricio Macri. Já no Senado, terá 37 senadores governistas contra 29 do macrismo.

Fernández não deu declarações à imprensa. Cristina Kirchner também não apareceu em público nesta segunda-feira (28), mas pediu permissão à Justiça para ir a Cuba visitar a filha, que está internada lá, tratando de um quadro de depressão e de um linfedema.

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