Internacional

Impeachment: depoimento compromete lobista de Trump

Jonathan Landay
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Washington - Um ex-parlamentar republicano que virou lobista pressionou repetidamente pela demissão da embaixadora norte-americana na Ucrânia Marie Yovanovitch, medida tomada posteriormente pelo presidente Donald Trump após orientação de seu advogado pessoal Rudy Giuliani, disse uma diplomata dos Estados Unidos em depoimento nesta quarta-feira.

Catherine Croft e Christopher Anderson, especialistas em Ucrânia no Departamento de Estado, tornaram-se as mais recentes autoridades antigas e atuais dos EUA convocadas como testemunhas em inquérito de impeachment liderado pelos democratas contra o presidente republicano na Câmara dos Deputados.

Croft, que depôs por cerca de cinco horas após ser intimada, disse que foi integrante da equipe do Conselho de Segurança Nacional (NSC, na sigla em inglês) da Casa Branca de julho de 2017 a julho de 2018.

"Durante meu período no NSC, recebi vários pedidos do lobista Robert Livingston, que me disse que a embaixadora Yovanovitch deveria ser demitida. Ele caracterizava a embaixadora Yovanovitch como uma 'remanescente de Obama' e associada a George Soros", afirmou Croft.

"Não estava claro para mim na época -ou agora- em que direção ou a que custo o sr. Livingston estava buscando a destituição da embaixadora Yovanovitch", disse Croft.

Soros é um rico investidor, muitas vezes atacado por conservadores e conhecido por seu apoio a causas liberais.

INQUÉRITO

O inquérito de impeachment concentra-se em uma ligação telefônica de 25 de julho, na qual Trump pediu ao presidente ucraniano, Volodymr Zelenskiy, para investigar o rival político democrata Joe Biden, ex-vice-presidente dos EUA, e seu filho Hunter, que havia atuado como diretor da empresa de energia ucraniana Burisma. Trump nega irregularidades.

 

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