Regional

Polícia Civil recupera 15 cabeças de gado furtadas na região de Marília

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Marília - A Polícia Civil, através da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Marília (100 quilômetros de Bauru), apreendeu 15 cabeças de gado furtadas recentemente de propriedades na região e veículo utilizado no transporte dos animais. Os autores dos crimes responderão por furto qualificado e, dependendo do que as investigações apontarem, também poderão ser indiciados por associação criminosa.

De acordo com o delegado Valdir Tramontini, a primeira apreensão - de um boi da raça Nelore - ocorreu no último dia 22 em sítio localizado às margens da BR-153, no sentido Marília-Lins, que estava arrendado para um jovem de 26 anos. No local, também foi apreendida uma caminhonete Chevrolet D-10, com carroceria tipo gaiola, pertencente ao investigado, que teria sido usada no furto.

"Segundo apurado, o animal havia sido furtado em data anterior do Sítio São João, localizado no distrito de Padre Nóbrega, neste município, sendo restituído ao seu legítimo dono após o devido reconhecimento", informa o delegado.

Nos dias 26 e 29, em uma fazenda no distrito de Jafa, em Garça, arrendada para um homem de 50 anos, pai do primeiro investigado, equipe da DIG encontrou outras 14 cabeças de gado furtadas - quatro da raça Girolanda (subtraídas de uma fazenda de Marília em agosto), seis da raça Nelore (furtadas de um sítio em Oriente no dia 14 de outubro) e quatro vacas Nelore (subtraídas em 2017 de uma fazenda em Echaporã).

"Os animais furtados em Oriente pertencem a Marcos, ex-goleiro do Palmeiras e da Seleção Brasileira de futebol, sendo devolvidos a seus familiares. Os demais animais apreendidos também foram restituídos aos seus proprietários após reconhecimentos e exames periciais, pois alguns deles tiveram suas marcas originais adulteradas mediante remarcação", revela Tramontini.

"Convém ressaltar que, durante as diligências, os animais que anteriormente estavam confinados em Jafa foram deliberadamente soltos, possivelmente por algum dos averiguados, sendo necessário que os policiais, com auxílio de campeiros, promovessem por diversas horas suas localizações e novo confinamento para que pudessem ser reconhecidos pelas vítimas".

Segundo o delegado, os investigados responderão por quatro crimes de furto qualificado mediante rompimento de obstáculos e concurso de agentes, com penas de 2 a 8 anos de reclusão para cada ocorrência. "Caso se comprove a participação de outros autores, serão indiciados também por associação/organização criminosa", explica.

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