La Paz - Os protestos na Bolívia sobre a eleição polêmica no mês passado que deu vitória ao presidente Evo Morales entraram na terceira semana nesta segunda-feira (4), com pressão crescente da oposição para que o presidente renuncie. Um helicóptero que levava o presidente da Bolívia Evo Morales teve uma falha mecânica nesta segunda-feira (4) durante a decolagem em Colquíri, localidade que fica entre La Paz e Cochabamba, reportam os jornais "El Deber" e "La Razón". Foi necessário fazer um pouso de emergência. Não houve feridos no incidente. Evo estava a bordo e saiu do incidente ileso.
Morales, que chegou ao poder em 2006 e se tornou uma figura icônica, defendeu sua reeleição e apoiou uma auditoria eleitoral internacional para sair da crise.
A oposição, no entanto, formada pelo partido do ex-presidente Carlos Mesa e por organizações civis, aprofundou os apelos para o líder de esquerda deixar o poder.
Um dos líderes estabeleceu como prazo justamente esta segunda-feira à noite.
"Hoje é um bom dia para recuperar a democracia. 10 horas...", escreveu Luis Fernando Camacho.
Ele é chefe de um grupo civil na cidade oriental de Santa Cruz, no Twitter, que no sábado disse a Morales que tinha 48 horas para deixar o poder, às 20h (horário oficial de Brasília).