Londres - O premiê britânico Boris Johnson disse neste domingo (3) que não dará autorização para a realização de um plebiscito sobre a separação da Escócia do Reino Unido. Boris disse que o tema já foi votado em 2014, e que se trata de algo a ser feito "uma vez por geração". A saída foi negada naquela ocasião, por 55% dos eleitores.
"Eu não acho que as pessoas neste país pensam que referendos são bons para a harmonia", afirmou.
Em junho de 2016, um referendo aprovou a saída da Reino Unido da União Europeia, e desde então o país vive uma enorme crise pra tentar levar a cabo o brexit. O prazo atual para que ele ocorra é até 31 de janeiro de 2020.
A premiê da Escócia, Nicola Sturgeon, participou de um comício no sábado (2) em Glasgow, no qual defendeu a independência escocesa.
"Todos na Escócia sabem que haverá outro referendo de independência e se o SNP (Partido Nacionalista Escocês) vencer esta eleição, isso enviará uma mensagem clara de que nós queremos ter nosso futuro em nossas mãos em vez de Boris Johnson continuar a impor um futuro para nós", disse Sturgeon, também à Sky News.
Ela acredita que o Partido Trabalhista, hoje na oposição, não barraria a votação caso vença as eleições de 12 de dezembro.
Jeremy Corbyn, líder trabalhista, disse que a melhor opção para resolver os problemas da Escócia seria um governo de seu partido para todo o Reino Unido e que a independência não é uma boa ideia.
Sturgeon já havia feito outro pedido formal de referendo em 2017, sem sucesso.