Pesca & Lazer

O dourado está no ar


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Caros amigos pescadores, leitores desta imperdível quinta-feira, nas pescarias, em todos os lugares do mundo, os fatos acontecem, sem que seja preciso "inventá-los"! Vejam, por exemplo, o que ocorreu no rio Paraguai em fevereiro deste ano, com nossos queridos amigos Toninho Pipoca e Paulinho Lima. Foram eles ao Porto Esperança, local paradisíaco naquele deslumbrante e caudaloso rio, onde vários ranchos de pesca emolduram a paisagem, motivo de orgulho de seus proprietários, como o do Toninho, o conhecido Rancho Arancuã. Para melhor narrar o que aconteceu, deixo esta incumbência ao amigo Paulinho Lima.

"Estávamos chegando ao rancho para acertar detalhes da próxima temporada de pesca e, sem muita pretensão, por lá íamos nós, descendo o rio na quietude e mansidão das suas águas. Era com se estivéssemos curricando, pois nosso piloteiro, o Bacuri, com seu motor 15 HP, andava com meia aceleração, portanto, só 7.5 HP (rs)! Nessa lentidão, nessa paz e serenidade, fomos surpreendidos com um susto enorme. Próximo ao barranco limpo, um enorme dourado salta das águas, em direção ao Toninho Pipoca, que quase "estourou" com a surpresa! Mas não deu outra, num reflexo rápido, lembrando os velhos tempos de goleador do Fortaleza, gloriosa agremiação do Futebol Amador de Bauru, onde jogou, Toninho matou a bola, digo, o peixe, no peito, e com a maestria dos artilheiros natos, o colocou no chão do barco e fez um golaço, digo, um "douraço", ao seu estilo de ótimo finalizador que era. Foi espetacular a cena! Inesquecível, aquele peixe reluzente, "voando" em direção ao peito do matador! O pensamento inicial foi soltá-lo, mas como todo ribeirinho tem direito a capturar para sua sobrevivência, ainda mais na moleza que foi, o Bacuri pediu para levar. Os amigos leitores podem não estar acreditando, mas foi o peixe mais fresco que comemos, sem esforço algum, salvo a emoção e o susto do artilheiro Pipoca, que não "pipocou" na hora do lance. Gente, foram 67 centímetros de pura alegria e risadas! Para comprovar o fato, vejam a foto que tirei ao chegar no rancho. Observem que no barco não há sequer uma vara armada, galão de água ou cerveja, que costumeiramente se leva ao rio para pescar, somente a bagagem de quem estava chegando! Foi a maior sorte do mundo, um troféu milagroso que guardaremos em nossa lembrança de pescadores para sempre! Saudações a todos os amigos pescadores!"

Fernando Lucilha Jr

Pescador e contador de causos verdadeiros

Paulinho Lima

Pescador, cada dia mais apaixonado por "Dourados Voadores"

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