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Governo agiu com cuidado para não afetar turismo, diz Salles

Agência Brasil
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Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quarta-feira (6), que agiu de forma a não criar alarmismo ao divulgar informações relativas ao avanço da mancha de óleo que já atingiu nove estados do Nordeste e ameaça chegar ao Espírito Santo. Segundo o ministro, uma das razões para o "cuidado" com as informações é não prejudicar o turismo na Região Nordeste.

"Nosso esforço foi para dar sobriedade à informação a respeito dos pontos de toque do óleo", disse Salles ao participar de uma reunião conjunta das comissões da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional e de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados.

"Nossa preocupação desde o começo foi não criar informações que encorajassem um impacto ainda maior no turismo da região, que precisa dos turistas", acrescentou, garantindo que todas as medidas de identificação e monitoramento do óleo foram adotadas tão logo ficou claro a dimensão do problema.

Ao mencionar a dificuldade de identificar a origem e os responsáveis pelo óleo e, principalmente, de estimar o volume do produto que ainda pode estar disperso em alto-mar, ao sabor das correntes marítimas, Salles destacou a preocupação do governo com o necessário "equilíbrio" na forma de comunicar as informações técnicas para o público em geral.

VENEZUELA

O ministro também voltou a acusar a Venezuela de não colaborar com o governo brasileiro. Segundo Salles, a única certeza que se tem até o momento é que o óleo recolhido no litoral foi extraído de poços petrolíferos venezuelanos. "Quando dissemos que o óleo era venezuelano, houve um movimento para que não o fizéssemos. Por que não? É óleo venezuelano, sim. Óleo que vem de um país que não controla para onde vende seu óleo porque faliu graças ao modelo econômico", disse Salles. "Não há dados para quem o país vende seu petróleo. Pedimos a colaboração via OEA [Organização dos Estados Americanos] e até onde sei, até o presente momento, não houve sequer resposta".

 

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