A aprovação das reformas propostas pelo governo federal são prioridade para o País, na avaliação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Ele esteve nesta sexta-feira (8) em Bauru, primeiro para acompanhar a construção do novo ginásio do Sesi do Horto Florestal - leia mais na página 10 - e depois para o encontro 'Diálogos pelo Brasil', no Ciesp.
Na palestra voltada a empresários e lideranças regionais no Ciesp, Skaf destacou o momento de reformas estruturais do Brasil e comentou sobre sua presença na China no mesmo período em que o presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Procuramos estreitar essa relação com os chineses, que estão entre os principais parceiros comerciais do País. O presidente tem procurado melhorar a imagem brasileira perante outros países para buscar novos mercados aos produtos daqui", citou.
Antes da palestra, o presidente da Fiesp conversou com a imprensa e destacou a prioridade das reformas, em especial a tributária e as Propostas de Emenda à Constituição (PEC) apresentadas por Bolsonaro ao Senado e Câmara dos Deputados. "O momento é positivo, com reformas que o País precisava. Começou com a reforma das leis trabalhistas, depois a da Previdência, esta sendo finalizada, e as três PECs que o governo mandou para o Senado e a Câmara nesta semana alteram pontos importantíssimos para enquadrar o governo dentro das contas verdadeiras, e com ferramentas para conter desequilíbrios. Será discutido de forma democrática, porém entendo que mesmo o que for impopular precisa acontecer. Há uma discussão de reforma tributária, que também precisa acontecer", entende.
ELEIÇÕES
Para Skaf, ainda é prematuro falar sobre seu futuro político - ele concorreu a governador nas duas últimas eleições. "As eleições gerais estão longe, até lá o País precisa retomar o desenvolvimento, o crescimento, gerar emprego e aprovar as PECs para modernizar. Minha preocupação como presidente da Fiesp é terminar as obras que temos, como o ginásio em Bauru, escolas. Não sou político de carreira, agradeço a todos os que acreditaram e votaram em mim nas eleições, mas a disputa acabou e agora é momento de pensar no País", afirma. "E não serei candidato a prefeito de São Paulo no ano que vem, para a outra eleição, em 2022, aí vamos pensar depois o que fazer", lembra.
Skaf concorreu a governador no ano passado, ficando em terceiro lugar. Para ele, o governador João Doria (PSDB) deve focar apenas em administrar o estado agora. "Se tivesse que dar uma opinião, é que não pense na próxima eleição, e apenas governar", destaca.