Classificada pelo técnico Fernando Diniz como "desastrosa", a semana passada do São Paulo fez a pressão aumentar. As duas derrotas em casa, para Fluminense e Athletico, deixaram a equipe com quatro pontos de desvantagem para o Grêmio, o quarto colocado do Campeonato Brasileiro. A seis jogos para o fim da temporada, o objetivo de conseguir uma vaga já na fase de grupos da Libertadores de 2020 está ameaçado.
A pressão é interna e externa. Após a derrota para o Athletico, torcedores voltaram a protestar em frente ao portão principal do Morumbi. Nem mesmo Hernanes e Daniel Alves foram poupados. As críticas ainda tiveram outros alvos recorrentes, como o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, o diretor de futebol, Raí, e o atacante Alexandre Pato. Além disso, houve cantos de "queremos treinador".
Internamente, o trabalho de Diniz já começa a ser questionado. Raí defendeu o técnico e disse estar satisfeito. Nos 11 jogos sob o comando do treinador, o São Paulo teve cinco vitórias, dois empates e quatro derrotas, com um aproveitamento de 51,5%.
"Conversei com Diniz e comissão e vamos conversar bastante com os jogadores também. Estou satisfeito com o dia a dia do trabalho dele. Está cobrando os jogadores, criando alternativas, buscando mudanças. Isso vai surtir efeito. Essas derrotas são coisas que acontecem no futebol. Temos muito a melhorar, refletir e pensar, principalmente nos erros", afirmou Raí, que deve conversar com o elenco nesta terça-feira (12).