Regional

Câmara de Mineiros aprova uma Processante contra ex-presidente

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Mineiros do Tietê - A Câmara de Mineiros do Tietê (65 quilômetros de Bauru) aprovou nesta segunda-feira (11) abertura de Comissão Processante (CP) contra a vereadora Maria Letícia Cipola (PSB) por suspeita de desvio de verbas públicas através da emissão de notas fiscais falsas de prestação de serviços. Os parlamentares também concordaram com abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar pagamentos recebidos em 2018 pela vereadora Rosemary Arantes, do PSL.

Cipola, que presidiu o Legislativo no biênio 2017/2018, foi presa temporariamente em julho deste ano por equipes do Setor Especializado de Combate aos Crimes de Corrupção, Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro (Seccold) da Polícia Civil de Jaú e do Tribunal de Contas do Estado (TCE) junto com duas servidoras comissionadas da Casa. Hoje, elas respondem em liberdade.

Conforme divulgado pelo JC na ocasião, o TCE identificou que, de um total de 500 notas fiscais emitidas pela Câmara em 2018, 122 haviam sido falsificadas para simular pagamentos de serviços não efetuados. De acordo com a Polícia Civil, investigações revelaram que as suspeitas efetuavam o pagamento por meio de cheque nominal à Câmara e sacavam o valor na boca do caixa.

Em razão das supostas irregularidades, o Legislativo instaurou uma CEI contra a vereadora. Ao final dos trabalhos, o presidente da CEI, Afrânio Tavares (PSD), apresentou seu relatório. Com opiniões diferentes, o relator Geziel Pereira Lima (PPS) e a membro Rosemary Arantes apresentaram relatório em separado. Na sessão de anteontem, os dois documentos foram aprovados.

CEI

Além da abertura da Processante contra Cipola, por decisão dos vereadores, e a pedido de Tavares, uma CEI será instaurada para apurar apontamento feito pelo TCE revelando que Arantes recebeu em 2018 quatro salários, de quatro diferentes órgãos. A reportagem tentou falar com Cipola, mas a Câmara informou que ela não possui mais celular.

Já a vereadora Rosemary Arantes afirma que o pedido de abertura de CEI contra ela foi uma tentativa de "tumultuar" a investigação contra a ex-presidente. "Em 2018, eu me aposentei. Eu era professora e trabalhei 30 anos. E trabalhei 20 anos como assistente social. Só que continuei trabalhando porque era assistente social da prefeitura. E não me mandaram embora. Quem tinha que me mandar embora era o departamento pessoal", diz. "Eu não tenho nada a esconder. Eu sempre fui uma pessoa íntegra".

 

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