Pesca & Lazer

Pescaria de palmitos


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Era final de junho deste ano de 2019... A Van, sob o comando do Primo, nosso eficiente motorista, acomodava uma dúzia de amigos com o pensamento voltado ao nosso destino: o lendário rio Paraguai!

Todo mundo ansioso. E não era pra menos, pois, por mais que já se conheça o Pantanal, a região sempre nos reserva surpresas e emoções indescritíveis... A idade de cada pescador (os mais "experientes") não isenta o seu coração, de vibrar e bater mais forte com o visual pantaneiro, suas paisagens , sua flora e fauna exuberantes...

Os mais jovens que integram nossa "piscosa" comitiva, sentem a mesma coisa... Rogério, Terto (ou Miguelito), Pardal (que ainda sonha em ser um "canário do Reino"), Miau, João Torucha e os mais "vividos" (será?) Fernando, Marquinho, Niltinho, Tobias e Pereirinha... Completam a turma, os decanos, Hélio Vanini (lenda viva dos bares e eventos da vida boêmia) e Pera (Joaquim Eleutério), nosso grande Comandante! Desta vez, fomos até Albuquerque, um distrito do município de Corumbá, distante deste mais ou menos 70 quilômetros e que fica às margens do gigante rio Paraguai... Nossa viagem teve uma parada técnica em Miranda para pernoite... Foi tanta a bebedeira que faltou cerveja na cidade! A vontade de pescar é a mesma de sempre! Quanta expectativa! Sem chuva, tempo bom, temperatura amena e começamos a pesquisar com os piloteiros da pousada...

Pergunta óbvia de toda pescaria: tá bom de peixe? Tá pegando o quê? Com que isca? Se eles, os piloteiros, fossem gozadores como alguns de nós, eles responderiam que estavam pegando peixe com o anzol...(kkk). Mas as respostas não foram animadoras... "Sair peixe até que sai, mas no momento tá dando mais palmitos". Para quem não sabe (momento cultura de pescador), mandobi, mandubé, fidalgo e palmito são alguns nomes desse peixe cujo nome científico é Ageneiosus spp. É da família dos bagres, de couro, com bigodes... Não crescem muito, a média é 45 centímetros... Mas já foram capturados alguns maiores que nem cabiam na "lata"! E vamos pescar!

Todos a bordo, em cinco barcos com dois pescadores e o respectivo piloteiro... Miau e Hélio Vanini fizeram companhia ao motorista Primo e ficaram no amplo tablado flutuante da pousada, bebericando e pescando... Resultado: fisgaram uma bela arraia estrela. A pesca, se não foi tão gratificante em número e espécies de peixes, sobrou alegria e interação entre todos!

A cerveja rolou solta gelada e espumosa! Não faltaram brincadeiras e cantorias! Pereirinha, depois de uma dose considerável de suco de "lúpulo e cevada" estupidamente gelado, soltou a voz, deixando Frank Sinatra no chinelo, entoando My Way, no seu inglês macarrônico e de trás pra frente! Ninguém mais cantou, só ele! Ainda bem que ele dormiu logo, para sossego e alegria de todos...

Mas, voltando aos peixes, capturamos alguns pacus e algumas piranhas ... Mas o forte mesmo foram os palmitos... E ainda bem que eles, os palmitos, não estavam enlatados... Mas mesmo assim, estamos comendo "salada de palmito" todo fim de semana! Ano que vem tem mais, com a graça de Deus!

Fernando Lucilha Jr.,

pescador e contador de estórias

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