Turismo

Em meio ao sol e aos vinhedos da Toscana

Marcelo Lima
| Tempo de leitura: 2 min

Se, de fato, todos os caminhos levam à Roma, não é menos verdade que sempre existirão boas razões para dar uma paradinha estratégica na Toscana. Localizada física e simbolicamente no coração da Itália, a região é uma das poucas capazes, na Europa, de oferecer uma combinação tão afinada de geografia e clima aprazíveis, patrimônio artístico a perder de vista e gastronomia inigualável. Principalmente quando acompanhada de um bom e velho chianti, vinho que é quase unanimidade nacional.

Acalentada há tempos, minha mais recente incursão pelas terras de Dante Alighieri, entre tantos outros italianos ilustres, se deu em abril deste ano, no comecinho da primavera. Época de céu claro e temperaturas amenas, em torno dos 22°, capazes de tornar qualquer passeio ao ar livre ainda mais convidativo e qualquer inevitável fila de espera, um pouco mais tolerável. Especialmente no meu caso, que vinha de uma semana de trabalho intenso na vizinha, ao menos para padrões brasileiros, Milão.

Durou apenas três dias, mas fez meu coração bater forte. Tanto quanto há 20 anos, quando no auge da minha fase de mochileiro, visitei pela primeira vez a Toscana. Trago de lá a memória da luminosidade única, quase irreal, que emana de suas muitas colinas. A sensação do vento fresco batendo no rosto, a cada passeio por entre vales cobertos de videiras (e flores). A lembrança de um contato mais íntimo, ainda que breve, com algumas das mais caras e cultuadas tradições italianas: a arte e a vinicultura.

Como acontece com nove entre dez roteiros que percorrem a região, Florença foi a cidade por nós escolhida como base. Sonhando com brindes ao pôr do sol - e, ao mesmo tempo, interessados em driblar a alta concentração de turistas em visita aos principais monumentos e museus -, optamos por reservar as manhãs para conhecer o patrimônio artístico da cidade, deixando as tardes para explorar as vinícolas da região

Partindo da capital do Renascimento é possível se atingir, de carro, em menos de duas horas, cidades do porte de Siena e Arezzo. Conhecer a Torre de Pisa, as muralhas de San Gimignano, a medieval Volterra. Amantes do vinho, como eu, também não têm do que se queixar: as regiões produtoras do Chianti, Montalcino e Montepulciano estão a poucos quilômetros uma da outra. Isso sem considerar as pequenas cidades que vão surgindo ao longo do caminho e que, muitas vezes, nem sequer constam dos mapas turísticos, mas valem a parada.

Tudo vai depender de seus interesses e disponibilidade. Com uma excelente infraestrutura turística, na região central de Florença é possível encontrar agências como a Florence Tours (florencetours.work), que oferecem tours totalmente customizados em termos de duração, atrações e meio de locomoção, inclusive para outras regiões. Por lá, além de alugar um carro (nossa opção de transporte), pegar um ônibus de excursão ou integrar um grupo de ciclistas, trechos da cidade e de seus arredores podem ser percorridos, por exemplo, a bordo de uma italianíssima Vespa.

Comentários

Comentários