Brasília - A declaração final da cúpula dos Brics aborda a crise humanitária no Sudão, a guerra no Iêmen, a ameaça nuclear na Coreia do Norte e o conflito na Síria -mas não tem nem uma única menção à Venezuela e à Bolívia, países vizinhos ao Brasil que vivem turbulências políticas e econômicas.
O Itamaraty argumenta que apenas assuntos "de envergadura global" são incluídos em declarações dos Brics. A crise venezuelana já gerou um êxodo de 4 milhões de refugiados.
Segundo a reportagem apurou, o Brasil nem sequer tentou incluir no documento menções às crises na Venezuela e na Bolívia, sabendo que não conseguiria um consenso mínimo.
O Brasil está isolado ao reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, enquanto todos os outros países reconhecem como legítimo o regime do ditador Nicolás Maduro.
Em relação à Bolívia, o Brasil não considera que a renúncia de Evo Morales tenha sido provocada por um golpe de Estado, ao contrário do governo russo. A China também era aliada próxima do governo Evo.