A Defesa Civil de Bauru precisa de, pelo menos, mais 12 agentes para dar conta de oferecer uma cobertura adequada aos padrões do município. A constatação foi feita pelo coordenador do órgão, Rogério Gago, em reunião nesta semana chamada pelo vereador Natalino da Silva (PV). Com apenas seis servidores, a demanda é muito maior do que a capacidade atual. A chegada do período de chuvas, que vai de novembro a abril, reforça a preocupação.
O JC mostrou em agosto deste ano que o órgão já projetava a ampliação do quadro de funcionários. Os seis servidores atuais são engenheiros ou técnicos, pois não há, na estrutura da prefeitura, o cargo de agente de Defesa Civil. "A proposta é apresentar um projeto de lei com a criação desse cargo efetivo, preenchido por meio de concurso, para atender de maneira ininterrupta todos os dias, inclusive aos finais de semana, feriados, e com a criação de um número direto de telefone para a população acionar em caso de enchentes ou outras situações", afirmou Gago, na reunião da Câmara.
A proposta para a criação do novo cargo foi para o Jurídico da prefeitura e, depois, será preciso uma análise do impacto financeiro. Se estiver dentro das condições do município, o projeto vai para a Câmara. O coordenador acredita que seja possível fazer isso no começo de 2020, para ter tempo de realização da prova e convocação dos aprovados antes do meio do ano, uma vez que, por conta das eleições, é proibida a contratação de novos servidores a partir de julho.
VIATURAS
A Defesa Civil trabalha com quatro viaturas e a proposta é comprar mais um veículo. O valor está dentro do pedido de financiamento feito pelo prefeito Clodoaldo Gazzetta (PSD) e que está na Câmara.
Se os 12 agentes forem contratados, a Defesa Civil passaria a ter 18 funcionários. O quadro ainda seria menor do que o de Pederneiras, que tem 20 pessoas, segundo Gago, mas já suficiente para atender sem interrupção, permitindo ainda a criação de um telefone direto, o 199. "Até hoje, Bauru não conta com esse serviço", lembrou.