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Trump ataca ex-embaixadora da Ucrânia pelo Twitter


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Washington - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou sua conta oficial no Twitter para atacar a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia Marie Yovanovitch, enquanto a diplomata testemunhava no processo de impeachment contra ele no Congresso americano.

Trump desqualificou a ex-embaixadora, dizendo que "em todos os lugares (em que ela trabalhou), Marie Yovanovitch esteve mal. Ela começou na Somália, como foi? Em seguida, avançou rapidamente para a Ucrânia, onde o novo presidente ucraniano falou desfavoravelmente sobre ela em meu segundo telefonema com ele".

Questionada pelo democrata Adam Schiff, que presidia a audiência no Comitê de Inteligência da Câmara, Yovanovitch considerou os ataques de Trump como "intimidatórios". Assim também entenderam alguns usuários da rede social e políticos democratas, que responderam a Trump dizendo que ele estaria tentando intimidar uma testemunha.

Durante o segundo dia de audiência de impeachment aberta ao público, Marie Yovanovitch - uma diplomata de carreira - explicava como ela lutou contra a corrupção na Ucrânia e como o governo Trump a levou de volta para Washington abruptamente no início deste ano. Democratas alegam ela foi removida para "abrir caminho" para que os aliados de Trump negociarem um "toma lá, dá cá", persuadindo a Ucrânia para investigar o pré-candidato presidencial adversário Joe Biden e o filho dele, Hunter Biden, que estava no conselho de uma empresa de energia ucraniana.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que Trump não fez nada de errado e que os tuítes eram "simplesmente a opinião do presidente, à qual ele tem direito" e que "não foram intimidação de testemunhas".

SOB SIGILO

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu nesta sexta-feira (15) à Suprema Corte dos EUA que bloqueie uma decisão de tribunal inferior que ordena uma empresa de contabilidade a entregar seus registros financeiros a um painel do Congresso liderado pelos democratas, estabelecendo um grande conflito entre ramificações do governo.

Trump recorreu aos magistrados depois que a Corte de Apelações dos EUA para o Circuito do Distrito de Columbia decidiu na quarta-feira que não revisitaria sua decisão de outubro, apoiando a autoridade do Comitê de Supervisão da Câmara dos Deputados de intimar os registros da Mazars LLP, empresa de contabilidade dele.

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