Tribuna do Leitor

Ousado pacote de emprego

Paulo Panossian
| Tempo de leitura: 1 min

O governo, após a reforma da Previdência, mesmo atrasado, apresenta bons projetos para reduzir custos, ajustar e modernizar o setor público. E esse pacote de emprego Verde Amarelo é ousado. Se um dos objetivos é estimular emprego para jovens de 18 a 29 anos, com 1,5 salário mínimo ou R$ 1.497,00, reduzindo a carga de impostos em 34%, para empresas nestas prováveis contratações, também altera regras trabalhistas no intuito de desburocratizar.

Desde permitir trabalho aos domingos e feriados (para os bancos aos sábados), como também permitir acerto extrajudicial entre patrões e empregados etc. Nos cálculos do Planalto, que são ousados também, ou até exagerados, se espera gerar com esses estímulos até 1,8 milhão de empregos em três anos. Porém, há uma pegadinha esperta do governo neste pacote. No afã de bancar a redução de 34% de impostos para empresas sobre essas supostas contratações, o seguro-desemprego pago aos trabalhadores sofrerá uma inédita taxação de 7,5% de contribuição com o INSS. Ou seja, o governo criou um imposto para cobrir outro. E como esses estimados 1,8 milhão de empregos não serão criados já nos próximos meses, a arrecadação do tesouro vai crescer com folga com esse imposto de 7,5%.

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