Brasília - O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu nesta terça (19) que o Supremo Tribunal Federal revogue liminar do presidente da corte, Dias Toffoli, que suspendeu investigação sobre o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e ao menos 935 outros casos no país. A investigação é sobre a permissão do caso que apura "rachadinha" (prática que consiste na apropriação de parte dos salários dos servidores) envolvendo Flávio Bolsonaro e o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou para Flávio na Assembleia do Rio.
Em memorial entregue aos ministros do tribunal, ele requer que seja mantida a possibilidade de a UIF (Unidade de Inteligência Financeira), antigo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), e a Receita Federal enviarem seus relatórios a investigadores sem prévia autorização judicial.
COMBATE À LAVAGEM
O procurador-geral sustenta que impedir o compartilhamento direto de informações financeiras e fiscais atrapalha o combate à lavagem de dinheiro e prejudica a imagem do país em organismos internacionais como o Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi) e o Banco Mundial.