Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, comunicou os colegas que concluirá nesta quinta-feira, 21, a leitura do voto no julgamento sobre a necessidade de autorização judicial prévia para o compartilhamento de informações sigilosas por órgãos de fiscalização e controle, como a Receita e o antigo Coaf (rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira). Depois, "se houver tempo", se posicionará o ministro Alexandre de Moraes e a sessão deverá ser encerrada por hoje.
O recado do ministro aos colegas foi feito na sessão administrativa desta tarde, que serve para discutir assuntos internos do funcionamento do tribunal.
Com essa programação do presidente do Supremo, o julgamento continua na tarde desta quinta-feira, 21, correndo o risco de não haver tempo suficiente para a discussão ser concluída nesta semana, o que poderia levar a conclusão do caso para a próxima quarta-feira, 27.
BRECHA
O resultado do julgamento pode abrir brecha para anular uma série de casos, como a investigação da suposta prática de "rachadinha" envolvendo o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ).
Toffoli tentou afastar o julgamento da investigação sobre a suposta prática de "rachadinha" envolvendo o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro.
O julgamento está sendo acompanhado dentro do plenário pelo advogado Frederick Wassef, defensor do filho do presidente da República, que não quis fazer declarações à imprensa.