O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania) esteve em Bauru na última sexta-feira (22) para um encontro com apoiadores, em ato de prestação de contas do mandato e realizações deste ano. Jardim, antes, concedeu entrevista no Espaço Café com Política do JC e demonstrou estar preocupado com o excesso de polarização política do País, afirmando que é preciso recuperar a discussão no centro democrático. Outro assunto tratado pelo parlamentar é o novo marco regulatório das Parcerias Público Privadas (PPP) e concessões, na qual o deputado foi o relator na Comissão Especial da Câmara dos Deputados.
POLARIZAÇÃO
Na avaliação de Arnaldo Jardim, o País ainda vive um momento de extremos na discussão ideológica, e o caminho mais adequado é reabrir discussões democráticas.
"Ainda estamos vivendo um clima de radicalização e polarização do debate político, o que se intensificou neste mês com a saída do Lula da prisão, as respostas do presidente Jair Bolsonaro. Essa é uma situação que preocupa. O que o País mais precisa é recuperar a economia, voltar a crescer, e há perspectiva para isso. No setor do agronegócio mesmo, o momento é bom, com aumento de exportações em algumas áreas, preços mais competitivos", afirma.
"Porém, a forma como o presidente e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, se posicionam, colocaram o Brasil como inimigo na questão ambiental, é danoso para a produção agrícola. Vendemos uma imagem que é ruim. Acredito que precisamos recuperar o diálogo, até porque o governo federal tem uma base de apoio muito frágil na Câmara, precisa conversar mais com os deputados, pois vem tendo dificuldade e acaba tendo que discutir projeto a projeto, justamente por não ter um bom número de parlamentar apoiando", frisa.
CONCESSÕES
Na semana passada, Jardim concluiu o relatório do novo marco regulatório de PPP e concessões. Entre as propostas, está a maior flexibilização nos contratos, permitindo a incorporação de inovações tecnológicas, com foco maior na finalidade do que está sendo contratado. A ideia é atrair investimentos privados. "A consolidação do marco regulatório é importante para atrair investimentos da iniciativa privada, com mais segurança do ponto de vista jurídico para os investidores", destaca. A proposta irá ainda para votação em plenário na Câmara e no Senado no ano que vem.
O parlamentar cita ainda a prisão em segunda instância como pauta da Câmara para o começo do ano, além da reforma tributária e a repactuação das telecomunicações para a entrada da tecnologia 5G no País.