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Brumadinho: indenizações a moradores serão reduzidas

FolhaPress
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Brasília - Um acordo firmado nesta quinta-feira (28) na 6ª Vara da Fazenda Pública Estadual e Autarquias, em Belo Horizonte, garantiu a prorrogação de pagamentos emergenciais a atingidos pelo rompimento da barragem B1, da Vale, na mina Córrego do Feijão.

Previsto para terminar em janeiro de 2020, quando o desastre --que deixou 256 mortos e ainda tem 14 desaparecidos-- completa um ano, o pagamento foi estendido por 10 meses, mas terá redução. 

Hoje, seguindo o acordo firmado em fevereiro, a Vale paga um salário mínimo para adultos, metade do valor para adolescentes e um quarto para crianças, para todos os residentes da cidade de Brumadinho e pessoas que viviam a até 1 km da margem do rio Paraopeba na área atingida.

A partir de janeiro do próximo ano, apenas moradores de cinco comunidades atingidas --Córrego do Feijão, Parque da Cachoeira, Alberto Flores, Cantagalo e Pires--, quem vive às margens do córrego Ferro-Carvão e pessoas atingidas que participam de programas de apoio da Vale (como auxílios moradia e assistência social), terão o valor integral mantido.

Para as demais pessoas que hoje recebem o pagamento, como os moradores da cidade de Brumadinho, os valores serão reduzidos em 50%. Segundo a Vale, a redução abrange de 93.000 a 98.000 beneficiários entre as 106.000 pessoas que recebem hoje pagamento emergencial.

"Não foi o esperado, mas tivemos uma grande vitória [com a renovação]. Estarei na luta para não deixar esse emergencial acabar, diz o prefeito da cidade, Avimar de Melo Barcelos (PV).

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