Tribuna do Leitor

Lembranças

Roberto "general" Macedo
| Tempo de leitura: 2 min

Como é bom termos coisas boas de nossa infância e juventude para recordar, saudades de ver nossos pais, "Seo" Macedo e Dona Maria, sentados na calçada da rua Marcondes Salgado jogando "quirela" para os passarinhos. Aos domingos nos levavam nas matinês no Cine Bauru para assistirmos a filmes do Tarzan, Bang Bang e Mazzaropi, à noite Missa na Catedral e pão quentinho da Good Bread para o lanchinho caseiro (nossa primeira TV GE veio muito tempo depois.)

Quantas "brincadeiras dançantes" e bailes de Carnaval fui no Clube Paulista da rua Antônio Alves, nadei muito no Paulista e Piscina Recreio do Jesus Arena, ia à escola no antigo Grupo Escolar Eduardo Velho Filho, da Araújo Leite, era um tremendo "sacrifício", queria mesmo era brincar e evitar as vacinas e os terríveis "lombrigueiros" de cápsulas verdes que nos davam na própria escola. Minhas irmãs Beth e Margaret vão discordar, mas sempre respeitei professores e inspetores de alunos.

Subia as escadas do prédio da Rádio Auri Verde, na Rua 1 de Agosto e ia à Bela Vista para tentar entrar na antiga TV Bauru para ver programas "ao vivo". Jogar bola? Todas as tardes, descalços no "campo de paralelepípedos" defronte ao armazém da Paulista, hoje Feira do Rolo e, como "recompensa", enchíamos o pé de bolhas e "topões" nos dedões do pé. Ali mesmo nos refrescávamos no "bebedouro de cavalos" e comíamos melancias com terra quando caiam ao serem transportadas dos caminhões para os vagões de trem. Com a chegada do Ponciano, corríamos mais que Usain Bolt para defender nossa bola de "capotão" e evitar que nossos pais fossem chamados no Juizado de Menores.

Tudo isso em um ambiente "quase" harmonioso com os amigos, vez ou outra um xingava a mãe do outro e saiam umas briguinhas, mas nada que uma conversa não resolvesse posteriormente. Alguns já se foram, como Deja, Neno e Arnaldo, outros ainda aqui em Bauru, Miguel Contador, Fernando da Sapiência, Dick, Neto e Cidinho... Outros morando fora, Mirzo e Ivan Biancardi, nos vemos pouco, pois a cidade cresceu e as distâncias são longas, só que quando nos encontramos, é um festival de boas lembranças.

Se fosse falar de tudo que aconteceu daria um livro, mas deixo para depois, aos poucos vou e vão nos lembrando de mais coisas que relatarei por aqui posteriormente.

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