Bairros

100 anos de amor e caridade por Bauru

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

"O amor é uma força que transforma o destino", já dizia Chico Xavier. Foi com este sentimento e se preocupando com o que era necessário no âmbito social para Bauru que o Centro Espírita Amor e Caridade (Ceac) transformou não só o seu destino, mas do município como um todo. Hoje, a entidade que nasceu primeiramente com foco na doutrinação atende, ao ano, 25 mil famílias em situação de vulnerabilidade e multiplica, a cada dia, boas ações e lições de amor ao próximo. Com 8 prédios espalhados por diferentes regiões da cidade, 170 funcionários, 11 projetos sociais e 1 mil voluntários, o Ceac completa seu centenário nesta segunda-feira (2).

Dois de dezembro de 1919. Foi a partir do entusiasmo de Procópio Camargo, entre outros colaboradores, que a fundação do Ceac ocorreu. Com missão doutrinária e filantrópica, nunca perdidas de vista, a entidade também se tornou conhecida na região ao abraçar um serviço que antes era ofertado pelo município, o Albergue.

Em 1948, após uma enchente, o Albergue Noturno foi devastado e a presidência do Ceac resolveu acolhê-lo em sua própria sede, já na rua 7 de setembro. De lá para cá, o perfil mudou. Antes formado por migrantes, o público hoje é de moradores em situação de rua. São 1,5 mil pernoites por mês e o Albergue conta com serviço especializado que gera 400 atendimentos e encaminhamentos mensais, além de trabalhar com a reabilitação de mais de 50 internos, grande parte vítima das drogas.

AMPLIAÇÃO

José Silvio Turini é o atual presidente do Ceac, que teve liderança por mais de três décadas de Richard Simonetti, falecido em 2018. Além do Albergue, outros dez projetos e vários serviços são ofertados. Como foco para os próximos anos, a entidade almeja aumentar sua estrutura e ampliar os atendimentos.

"Só multiplicamos desde a fundação. Nos tornamos um dos maiores centros Espíritas do Brasil e do mundo. Semanalmente, mais de 1 mil pessoas frequentam as reuniões. Temos 100 grupos mediúnicos e realizamos atendimentos de pessoas com problemas com drogas, pensamentos suicidas e em depressão (neste último o tratamento é feito também por meio do magnetismo)", conta Turini.

"Os grupos têm capacidade para atender muito mais, mas não temos espaço", observa o presidente do Ceac.

Como meta de curto prazo está o término da construção de um galpão na rua Quinze de Novembro para abrigar o coral e o Projeto Gestar, hoje abrigados na sede, onde também estão o Projeto Comini e grupo Irmã Sheila. A construção de outro prédio para abrigar o bazar de móveis do Ceac também é planejada.

"O espiritismo está em crescimento geométrico. As pessoas, inclusive de outras religiões, nos procuram por curiosidade ou necessidade, em busca de explicações. É que a reencarnação explica muita coisa", finaliza.

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