Esportes

Memória viva

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Um dos maiores ídolos da história do Noroeste, o ex-atacante Baroninho também fez parte do elenco do Flamengo campeão de cinco campeonatos em apenas oito meses, em 1981. Morando em Bauru, onde nasceu e passou a infância, ele agora está feliz com o sucesso do atual elenco flamenguista e acredita que o time pode ir ainda mais longe, com a disputa do Mundial neste mês.

Nesta semana, Baroninho recebeu o JC em sua casa para conversa sobre aquele grande momento do Rubro-Negro. Revelado pelo Noroeste em 1978, onde se destacou no Campeonato Brasileiro (única participação alvirrubra na elite do Nacional), Baroninho foi para o Palmeiras e depois ficou um ano emprestado ao Flamengo. Justamente em 1981, quando o clube da Gávea conquistou tudo o que podia.

O atacante acabou eternizado na história flamenguista ao lado de nomes como Zico, Júnior, Raul, Adílio, Nunes, Rondinelli, Tita, Leandro, Andrade e Carpegiani. "Foi um ano em que ganhamos cinco títulos em oito meses. Taça Guanabara, Campeonato Carioca, Libertadores, Mundial e o Torneio de Nápoles", lembra. Vários deles se reencontraram na semana passada, nos estúdios da Fox Sports, no Rio, para assistir à final da Libertadores. Os campeões de 1981 também conversam com frequência pela internet.

Para ele, não há dúvidas sobre o melhor Flamengo de todos os tempos. "O time atual é muito bom, estou gostando muito de ver. Mas acho que igual aquele time de 1981 vai ser difícil ter outro, conseguimos ganhar tudo o que disputamos. Estou torcendo muito para que os meninos de agora possam ganhar mais também, fizeram uma campanha muito boa no Brasileiro e na Libertadores, gostei bastante", afirma.

LÍDERES

Para Baroninho, a chegada do técnico Jorge Jesus fez a diferença neste atual Flamengo. "O Flamengo tem o melhor elenco do País, contratou ótimos jogadores, mas acredito que tudo começou a ganhar forma com a chegada do treinador. Ele conseguiu ser uma liderança e ainda implantar um sistema de jogo. Teve muitos méritos, assim com o elenco", considera. Já sobre o time de 1981, o ex-jogador frisa que o meia Zico era o grande líder dentro e fora de campo. "Antes da temporada começar, o Zico reuniu os jogadores e falou que ganharíamos tudo naquele ano. Ele foi liderança", pontua.

O bauruense demonstra ainda gratidão ao então capitão do Flamengo. Titular durante boa parte do ano, Baroninho sofreu com uma lesão no tornozelo antes das finais da Libertadores. Acabou entrando em um dos três jogos da decisão, contra o Cobreloa, do Chile. Depois, ficou na reserva na disputa do Mundial, no Japão, quando o Flamengo venceu o Liverpool por 3 a 0. "Assim que acabou o jogo do Mundial, o Zico foi até o banco de reservas e me deu um abraço, lembrou que eu fiz parte de todo o processo. Um gesto como esse marca a gente para a vida inteira", comenta.

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