Belo Horizonte - Um trabalho de modelagem e simulação por computador para identificar as causas do rompimento da barragem B1 Vale, na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), será realizado pela Universidade Politécnica da Catalunha, sediada em Barcelona, na Espanha. O contrato foi celebrado com a instituição estrangeira, como parte de um acordo firmado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a mineradora.
A barragem se rompeu no dia 25 de janeiro deste ano, liberando uma avalanche de lama que destruiu comunidades e poluiu o Rio Paraopeba. Desde então, 256 corpos já foram localizados e 14 estão desaparecidos.
INVESTIGAÇÃO
Investigações conduzidas pela Polícia Federal ainda estão em andamento. Prossegue a apuração de crimes ambientais e contra a vida. Tanto a PF como o MPF querem esclarecer qual foi o gatilho da liquefação, isto é, o que fez com que o rejeito, que estava sólido dentro da barragem, se convertesse em fluido. A expectativa é de que os trabalhos da universidade catalã ofereçam respostas que elucidem essa questão.
A escolha da instituição estrangeira para auxiliar as investigações foi exclusiva do MPF.
A Vale vai pagar os custos.