Cerca de 20 professores de Bauru que lecionam na rede estadual de ensino estiveram na Capital Paulista, nesta terça-feira (3), para acompanhar as votações na Assembleia Legislativa (Alesp) da proposta de Reforma da Previdência dos servidores do Estado.
Juntos de representantes de outros setores do funcionalismo estadual, eles deixaram a cidade pela manhã em um ônibus e uma van, explica o coordenador da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo) em Bauru, professor Marcos Chagas.
Em protesto ao projeto e à proposta de nova carreira do magistério estadual, a categoria estabeleceu em assembleia esta terça-feira como dia de paralisação. Ainda segundo Chagas, pouco mais de 200 professores da região aderiram à greve.
A Apeoesp, no entanto, só foi informada de paralisações parciais em escolas de Bauru e cidades vizinhas. Não houve notificações de greve total nas unidades de ensino na região. Outras paralisações foram deliberadas e estão previstas sempre que o projeto estiver em pauta.
Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirma que orientou todas as escolas estaduais a permanecerem abertas nesta terça-feira, recebendo os alunos normalmente para suas atividades. "As unidades possuem autonomia para definir seu calendário letivo de 200 dias, porém, deve ser encerrado no mínimo, até o dia 16 de dezembro. Em caso de eventuais faltas, o superior imediato irá analisar a justificativa apresentada, de acordo com a legislação", afirma o comunicado, complementando que, para o Estado, a valorização do professor, figura central no processo de aprendizagem, é prioridade. "A pasta confia em seus professores e acredita que vão saber agir da melhor forma possível".